Segunda-feira, 17 de Maio de 2021
Visibilidade

Exposição virtual “Final feliz para quem?” conta com trabalhos de artistas negros LGBTQIA+

O lançamento do projeto acontece nesta sexta-feira (23), por meio de uma exposição virtual no Instagram da Produtora Café Preto (cafepreto.prod)



lgbt_BBB18864-8C18-4334-8916-320EA07C9719.jpg Foto: Reprodução/Internet
22/04/2021 às 17:18

Com lançamento nesta sexta-feira (23), o projeto “Final feliz para quem?” realizará uma exposição virtual com trabalhos de diversos artistas negros da comunidade LGBTQIA+. As obras estarão disponíveis no Instagram da Produtora Café Preto (@cafepreto.prod), no qual exaltam a existência de corpos dissidentes nas artes, tornando acessíveis as discussões propostas por cada obra. 

Segundo a idealizadora do projeto, a artista Inã Figueiredo, a motivação da exposição  e dar uma maior visibilidade a causa. “Queremos fomentar não somente o reconhecimento artístico, como também a autoafirmação da comunidade LGBTQIA+. Perante uma perspectiva que nos enxerga como seres que querem ‘chamar atenção’; talvez sim, mas para nossas existências, nossas identidades, nossas criações, nosso orgulho de ser, existir e resistir”, informou.



Por meio de um processo seletivo, o projeto selecionou seis artistas com trajetórias diferentes para a abordarem as suas realidades. Farão parte da exposição os trabalhos: “Os meus amantes” (Marcelo Sá - AM), “Sobrevidas Pretas” (Victor Mota, BA), “Renascendo em Vênus” (Ariska Derí, AM), “Adodi” (Emerson Caldas, PA), “O Verão das bichas estranhas” (João dos Reis e August Severin, SP), “Sentimentos em vivências de bichas pretas” (Niggab, DF), além de “Final Feliz Pra Quem?” (Inã Figueredo, AM).

O fotografo, Marcelo Sá realizou uma releitura da obra de arte “Os amantes”, de René Magritte, no qual utilizou a fotografia digital e representou o casal homoxessual. 

“Essas obras de arte são famosas e perpetuam até hoje, então é importante fazer  a releitura levando em consideração a modernização, a questão histórica e toda a representação que esses artistas e suas obras trazem”, disse. 

”Final feliz para quem?”

Criada para questionar a lógica que a sociedade impõe sobre o corpo negro, e suas consequentes violências, a experimentação fotográfica coletiva, “Final feliz pra quem?”, questiona os desfechos romantizados, perpetuados pela mídia e pela sociedade brasileira que reitera assédios e ofensas a corpos que desviam de normatividades, confrontando-os com a realidade e novas narrativas possíveis.

A exposição é uma realização da  Café Preto, produtora artística manauara pensada por artistas emergentes, com enfoque em projetos voltados para a comunidade Negra e LGBTQIA+. O projeto foi contemplado pelo edital Manaus de Conexões Culturais - Lei Aldir Blanc da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Amazonas.

Repórter de A Crítica

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