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Cotidiano
INSTALAÇÕES

FAB faz alerta sobre falhas na infraestrutura aeroportuária na Região Amazônica

Comandante da Força Aérea Tenente-Brigadeiro Rossato se reuniu com grupo de parlamentares na manhã desta quinta-feira para expor problemas atuais 06/07/2018 às 10:04 - Atualizado em 06/07/2018 às 10:23
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acritica.com Manaus (AM)

O Comandante da Força Aérea Brasileira (FAB), Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, recebeu um grupo de parlamentares, na manhã desta quinta-feira (05), para debater questões relativas à infraestrutura aeroportuária na Amazônia, em um encontro organizado pela Assessoria Parlamentar e de Relações Institucionais do Comandante da Aeronáutica (ASPAER). No debate, a situação precária de instalações foi colocada como porta de entrada para problemas maiores consequentes.

O Tenente-Brigadeiro Rossato explica que diversos órgãos, como o Ministério da Saúde e o Exército Brasileiro, precisam chegar a locais de difícil acesso para levar saúde à população e segurança às fronteiras, por exemplo. Sem a atuação da COMARA, acontece a deterioração das estruturas, ocasionando a impossibilidade de pouso em diversos pontos do território.

“A Amazônia depende muito de órgãos públicos, depende muito da FAB. Diminuir a presença do Estado nesses locais significa aumentar o tráfico e o contrabando na região. Se nós não tomarmos conta da Amazônia, alguém vai”, alertou o Comandante.

A Comissão de Aeroportos da Região Amazônica (COMARA) – unidade da FAB que atua há 62 anos na construção e manutenção de pistas, entre outras estruturas – tem sofrido restrições orçamentárias que inviabilizam a continuidade do trabalho na região.

Na apresentação, o Comandante afirmou que a COMARA já realizou 182 obras ao longo de sua história, superando os desafios logísticos relacionados às distâncias e aos longos períodos de chuvas característicos da Região Amazônica. Com essas dificuldades, empresas não encontram viabilidade para executar este tipo de trabalho, deixando exclusivamente à COMARA as atribuições de construir e manter as estruturas aeroportuárias na região. Os recursos, porém, não têm sido suficientes e obras importantes, a exemplo das pistas de Estirão do Equador (AM) e de Iauaretê (AM), estão paralisadas, assim como diversas outras.

Em 2017, o orçamento destinado à COMARA foi de R$ 7,6 milhões. “Com esse dinheiro, não conseguimos manter o que é preciso. Máquinas pararam e trabalhadores foram demitidos. A infraestrutura aeroportuária está entrando em um colapso sem precedentes”, disse o Comandante.

Para reverter o problema, as sugestões da FAB são mudanças na Lei 12.462/2011, que criou o Fundo Nacional da Aviação Civil (FNAC), e alterações no modelo de concessões de aeroportos adotado pelo Governo Federal.

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