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Fábrica do Pólo Industrial vai montar linha de produção dentro do regime fechado do Compaj

O projeto "Produzindo a liberdade" deverá manter a empresa no Compaj até 2019. Inicialmente, 20 detentos foram selecionados para participar, produzindo etiquetas e impressos, precisando cumprir de seis a oito horas de trabalho por dia com remuneração de um salário mínimo 03/09/2015 às 16:45
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Pelo termo, a empresa deve manter a linha de produção na unidade prisional até 2019. A expectativa é de que até final de outubro o projeto esteja funcionando
acritica.com* Manaus (AM)

A Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) assinou, nesta quinta-feira (3), um Termo de Cooperação Técnica com as empresas Label Press e Label Packing para a instalação de uma linha de produção dentro do regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), localizado na rodovia BR-174. Inicialmente, 20 detentos foram selecionados para o projeto intitulado "Produzindo para a liberdade", que dará a eles a chance de cumprir de seis a oito horas de trabalho por dia com remuneração de um salário mínimo.  
 
A Umanizzare Gestão Prisional é a interveniente do processo, ficando responsável pelo suporte nos procedimento de instalação, adequação do espaço, seleção dos internos, entre outras funções. Até novembro, a empresa do ramo de produção de embalagens flexíveis e produtos gráficos, terá realizado todo o processo de capacitação e instalação no regime fechado.  
 
Segundo o secretário, Louismar Bonates, o objetivo é que a iniciativa dos proprietários da empresa chame a atenção de outros empresários. “Hoje, dentro do sistema, a única que oferece emprego é a Umanizzare porque atua na administração das unidades prisionais. Nosso objetivo é que mais empresas se interessem pela mão de obra da população carcerária para inserir essa população no mercado de trabalho”, ressaltou. 
 
“Ficamos felizes em estar celebrando esse acordo porque sabemos da dificuldade que essas pessoas enfrentam quando saem. Sabemos que o trabalho é fator primordial para a recuperação de vocês”, disse o representante legal da empresa, Carlos Guarnieri aos primeiros 20 funcionários que vão atuar na produção e estavam presentes no evento.  A estimativa de investimento do grupo supera R$ 1 milhão de reais entre material de consumo, máquinas, capacitação, força de trabalho e transporte de material.
 
O desembargador Sabino Marques, presidente do Grupo Permanente de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) também participou do encontro. Ele visitou a unidade para informar aos presos sobre o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “Todo mundo aqui sabe que vocês precisam de uma chance e a empresa vai dar essa chance. Esperamos que dê muito certo”, explicou.
 
Pelo termo, o projeto tem duração de cinco anos a partir da assinatura, ou seja, a empresa deve manter a linha de produção na unidade prisional até 2019. A expectativa é de que até final de outubro a linha de produção esteja montada.
 
Produto

Fundada em 1999, a Label Press foi fundada para atender as necessidades e expectativas do mercado Amazonense no setor de etiquetas auto-adesivas.  Com a missão de produzir etiquetas e impressos de alta qualidade a um custo competitivo e, ao mesmo tempo atender as necessidades e expectativas de um mercado exigente, a Label Press conta com um moderno Parque Industrial local. A Label Packing atua na produção de produtos de plástico em geral.
 
A Label Press e a Label Packing Indústria e Embalagens da Amazônia, somadas a LETS (Label Evolution) formam o Label Group.

*Com informações da assessoria de imprensa

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