Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
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Falta d´água e medicamentos leva mais um município do AM a decretar 'situação de emergência'

Envira, a 1.206 q uilômetros de Manaus, decretou situação de emergência por conta da paralisação no abastecimento de água, ausência de coleta de lixo e falta de médicos e medicamentos



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A cidade de Envira está localizada a 1.206 quilômetros de Manaus
18/01/2013 às 21:26

O prefeito de Envira, município localizado ao Sudeste do Amazonas, a 1.206 quilômetros de Manaus, Ivon Rates da Silva, decretou, nesta sexta-feira (18/01), situação de emergência na localidade, alegando que a população está “totalmente desassistida dos serviços essenciais de abastecimento de água potável, coleta de lixo e atendimento médico”. A medida tem duração de 90 dias, prorrogáveis por igual período, e possibilita a contratação de serviços que sanem problemas nestas áreas sem a necessidade de licitação, conforme prevê a Lei 8.666/93.

De acordo com o chefe do executivo municipal, a paralisação total do abastecimento de água na cidade, levou a população, que chega a 16,6 mil habitantes, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao consumo do líquido contaminado, captado de igarapés, o que, segundo registros do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinam), do Ministério da Saúde, ocasionou “alto índice de malária e leishmaniose, somando-se à significativa ocorrência de doenças de veiculação hídrica, tais como: hepatites virais e diarréias”.

Conforme o Decreto 012/2013, publicado hoje no Diário Oficial dos Municípios do Amazonas, a paralisação no abastecimento de água acontece em decorrência da falta de bombas d’águas, soterramento de poços, falta de manutenção da rede e recuperação dos reservatórios.

Além disso, Ivon ressalta que a Prefeitura não dispõe de equipamentos adequados para o serviço de limpeza, o que resulta no acúmulo de lixo na cidade, já que não há espaço destinado para o descarte dos resíduos, fatos que oferecem risco à população.

Problemas estruturais

Ele também alega outros problemas na área da saúde, como baixo número de profissionais médicos e desabastecimento de medicamentos na rede municipal e afirma que as Unidades Básicas de Saúde do município apresentam problemas estruturais, tais como os constatados nas instalações elétrica hidráulica, avarias no telhado e forro, paredes com umidade e fungos, comprometendo o atendimento do usuário no serviço.

Fonte Boa e Nova Olinda do Norte, ambas no Amazonas, também decretaram, neste início de ano, situação similar, e Manacapuru promete o mesmo nos próximos dias, conforme informações recentes da Prefeitura do município.



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