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Faltam medicamentos para tratamento do câncer na FCecon

Além disso, a paralisação parcial dos serviços terceirizados da unidade hospitalar também preocupa pacientes e seus familiares 23/12/2015 às 09:48
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Em 2013, enfermeiros da FCecon protestaram contra a falta de condições de trabalho e pediam aumento no piso salarial
Náferson Cruz Manaus (AM)

Medicamentos utilizados para tratamento do câncer estão em falta na farmácia da Fundação Centro de Controle de Oncologia (FCecon). O problema está preocupando os familiares dos pacientes que fazem uso dos remédios.

Entre os medicamentos em falta estão o Melfalano e o Tosilato de Sorafenibe, ambos usados no tratamento de câncer. Para um dos pacientes, Alcides Barros de Azevedo, que até escreveu uma carta à fundação solicitando a compra do medicamento, a falta do Melfalano está causando, aparentemente, efeitos colaterais e ele ainda teme que haja uma regressão no tratamento.

Segundo Alcides, a farmácia da FCecon está sem o medicamento desde setembro deste ano. “O último ciclo da medicação ocorreu entre os dias 15 a 21 de agosto”. Deste esse período para cá, o paciente não faz o uso do remédio. Ele explica ainda que a administração do Melfalano se faz necessário em face dos exames de controle do câncer, feito por Alcides para mostrar que a doença está sob controle.

Outra reclamação é quanto ao serviço prestado pelas cooperativas que atuam na FCecon, que foi parcialmente suspenso, por falta de pagamento. “Desde outubro o Governo não resolve essa situação que só prejudicando o tratamento dos pacientes de algumas forma, pois são funções primordiais como dos maqueiros e de limpeza”, disse Eraldo Ribeiro, 38, filho de um paciente da FCecon.

Posição

A FCecon informou, por meio de sua assessoria, que tanto o Melfalano quanto o Tosilato de Sorafenibe já foram adquiridos via empenho pela direção, que aguarda a entrega por parte dos fornecedoras. A instituição está em contato com os distribuidores para tentar antecipar a entrega dos medicamentos.

A Secretaria Estadual de Saúde (Susam) informou que não houve prejuízo no atendimento na Fundação Cecon e no Hospital João Lúcio, onde ocorreram manifestações pontuais, realizadas por profissionais de empresas terceirizadas, que atuam como maqueiros, agentes de portaria e serviços gerais. Não houve paralisação dos serviços.

A Susam ressalta que o Governo do Estado já autorizou o pagamento às empresas terceirizadas que ainda possuem valores pendentes. Esses valores foram repassados, na segunda-feira, pela Secretaria Estadual de Fazenda (Sefaz) ao Fundo Estadual de Saúde.

Servidores do João Lúcio paralisam atividades

Além da FCecon, funcionários de empresas terceirizadas que prestam serviço no Hospital e Pronto Socorro Dr. João Lúcio, na Zona Leste, também paralisaram suas atividades. Segundo os manifestantes, que fecharam a via de acesso a unidade hospitalar, há dois meses eles não recebem seus respectivos vencimentos e não há prazo para a tal quitação.

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