Terça-feira, 21 de Maio de 2019
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Fapeam completa dez anos e presidente da instituição destaca conquistas em entrevista

Maria Olívia Simão fala sobre os desafios da Fapeam em uma década de fundação e ressalta os trabalhos de incentivo a pesquisas relacionadas ao desenvolvimento das vocações e potencialidades da região Amazônica



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Maria Olívia Simão fala sobre os dez anos da Fapeam e os desafios da instituição
14/01/2013 às 07:51

As comemorações dos dez anos da Fundação de Amparo à Pesquisa no Estado do Amazonas (Fapeam) terão que fazer jus ao feitos históricos para todo o Estado, segundo a presidente Maria Olívia Simão. Para ela, completar dez anos é um feito histórico para o Amazonas e para a Amazônia, porque desafios foram enfrentados, muitos caminhos tiveram que ser construídos para que esse momento chegasse com uma instituição vigorosa e, sobretudo, de comprovada importância para o desenvolvimento do Estado do Amazonas. Os números confirmam: são mais de 90 micro e pequenas empresas apoiadas pela Fapeam, que desenvolve programas como o Ciência na Escola, já em 22 municípios. Leia a entrevista:

O que foi determinante para a criação da Fapeam?

 A iniciativa do então governador Eduardo Braga que, de forma visionária, criou a fundação, sendo a primeira desta natureza na região Norte a ter robustez na execução de suas ações, servindo de referência nestes dez anos para que os demais Estados do Norte e o governo Omar Aziz, que além da crescente ampliação dos recursos, proporciona as condições para a consolidação e perenização da Fapeam.

Quais realizações a senhora destaca nesse período?

O cenário da Ciência, Tecnologia e Inovação (C,T&I) no Estado, foi nítida e fortemente modificado a partir da atuação do Sistema Público Estadual de C,T&I que proporcionou a transformação que se observa ao se transitar pelos corredores e laboratórios das instituições de ensino e pesquisa do Estado, quando se visitam as mais de 90 micro e pequenas empresas apoiadas pela Fapeam para o desenvolvimento de produtos e processos inovadores, quando se encontram pesquisadores com perfis competitivos em nível nacional e internacional, quando se percebe a formação de  jovens mais preparados para os desafios gigantescos postos para o Estado e quando se veem redes de pesquisas mais consolidadas no Amazonas, inclusive, com forte interface com as melhores instituições do País e do exterior.

A pesquisa entrou também para as escolas?

Sim, pois as escolas que recebem auxílio financeiro e bolsas de estudos  no Programa Ciência na Escola, o PCE, estão transformando o ambiente escolar em um local de geração e não apenas de reprodução do conhecimento. Após cinco edições, o PCE já possibilitou a inserção no universo da pesquisa de mais de 2 mil estudantes de escolas públicas do interior do Estado. Para se ter noção do alcance do PCE, só na última edição 22 municípios tiveram projetos aprovados, o que é um feito a se comemorar em se tratando de um estado continental como o Amazonas.

Houve alguma área em que conseguiu mais recursos?

As pesquisas nas áreas das Ciências Biológicas e das Ciências Agrárias são as que mais conseguiram captar recursos da Fundação, devido ao fato de existirem no Estado instituições com mais de 50 anos que, por conseguinte, possuem estruturas mais consolidadas nestas áreas, casos do Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e da Universidade Federal do Amazonas, a Ufam.

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