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FCecon apóia seis pesquisas relacionadas ao câncer de próstata no Amazonas em quatro anos

Médico especialisra explica que os estudos possibilitarão melhor conhecimento do perfil epidemiológico dos pacientes, o que inclui idade, origem, grau da doença, nível de estadiamento e tratamento aplicado 03/12/2014 às 16:53
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FCecon é o principal centro de tratamento contra o câncer no Amazonas
acritica.com* Manaus (AM)

Em parceira com acadêmicos, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon) já realizou desde 2011 seis pesquisas relacionadas ao câncer de próstata, tipo da doença de maior incidência entre os homens no Amazonas. Um dos principais objetivos, segundo o diretor-presidente da instituição, Edson de Oliveira Andrade, é traçar um perfil dos pacientes portadores da neoplasia maligna e as principais características da doença, garantindo que, no futuro, os trabalhos resultem em melhorias na assistência oncológica.

As pesquisas estão inseridas no Programa de Apoio à Iniciação Científica (Paic-FCecon), que recebe o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas (Fapeam). Dos seis trabalhos iniciados na instituição, um ainda está em andamento. Os demais foram concluídos em 12 meses, cada. Os resultados foram publicados em revistas científicas e, alguns, expostos em eventos relacionados à área científica.

No mês alusivo à saúde do homem, o Novembro Azul, que encerrou no último sábado, o chefe do Serviço de Urologia, Dr. Giuseppe Figliuolo, explica que os estudos possibilitarão melhor conhecimento do perfil epidemiológico dos pacientes, o que inclui idade, origem, grau da doença, nível de estadiamento (o quanto o câncer já se espalhou), se a doença geralmente é detectada no estágio inicial ou avançado, com ou sem metástase (alastramento do câncer para outras áreas do corpo) e os tratamentos aplicados, em especial, os mais eficazes nos campos cirúrgico, radioterápico e quimioterápico – incluindo o uso de novas drogas.

Outro foco das pesquisas é avaliar a qualidade de vida desses pacientes, saber como ficam após os procedimentos, se desenvolveram ou não sequelas decorrentes da cirurgia – a exemplo da incontinência urinária (perda involuntária de urina) ou impotência sexual. “Também avaliamos a eficácia de cada tratamento e as sequelas decorrentes, por exemplo, das cirurgias convencionais ou minimamente invasivas (videolaparoscopias) com a utilização de lupa cirúrgica – que delimita melhor quais são os nervos responsáveis pela ereção, etc”, explicou o especialista.

A pesquisa que continua em andamento na FCecon foi iniciada na primeira edição do Paic, em 2011, e teve continuidade nas demais, tendo como orientadores Figliuolo e o Dr. Cristiano Paiva, ambos urologistas. Ela recebeu o seguinte título: ‘ Há melhora da função erétil em pacientes com câncer de próstata localizado, submetidos à prostatectomia radical retropúbica, utilizando-se lupa cirúrgica?’. O trabalho começou com os então acadêmicos Tayane de Almeida Pinto e Anderson Lopes de Oliveira (de 2011 a 2013) e está tendo continuidade com acadêmico de medicina Tércio Cardoso dos Santos, um dos estudantes universitários das diversas instituições de ensino superior de Manaus selecionados para o Paic-FCecon 2014-2015.

Na pesquisa, pacientes submetidos a cirurgias no Centro Cirúrgico da FCecon, são avaliados no pré e pós-operatório e têm a recuperação acompanhada pela equipe de pesquisadores. Giuseppe Figliuolo destaca que, nos últimos anos, a FCecon registrou avanços na área cirúrgica, com a realização de procedimentos menos agressivos e de recuperação mais rápida, o que dá mais segurança aos pacientes durante o tratamento, bem como, aos cirurgiões.

De acordo com ele, a expectativa, agora, é para a inauguração da primeira Sala Inteligente da Região Norte, que está em fase de implantação na FCecon, unidade de referência no diagnóstico e tratamento do câncer em toda a Amazônia Ocidental. O espaço deverá ficar pronto no próximo ano e beneficiará não apenas pacientes portadores do câncer de próstata, mas também de outras neoplasia, com equipamentos de ponta e cirurgias minimamente invasivas.

*Com informações da assessoria

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