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FCecon avança em cirurgia de exenteração pélvica em combate ao câncer

Média de 15 cirurgias são realizadas por dia na Fcecon, com destaque para exenteração pélvica, dando mais qualidade de vida aos pacientes 27/03/2015 às 16:49
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Cirurgia para a remoção de bexiga, ureta, vagina, útero, ovário, reto e ânus é complexa e feito por profissionais qualificados
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Dez anos após a realização da primeira exenteração pélvica – cirurgia radical que remove bexiga, uretra, vagina, útero, ovários, reto e ânus -, na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), o Serviço de Cirurgia Oncológica da instituição, vinculada à Secretaria de Estado de Saúde (Susam), vem se destacando pelos avanços neste tipo de procedimento. O resultado tem sido mais qualidade de vida a pacientes portadoras de vários tipos de câncer nessa região e até a cura total da doença em alguns casos.

A primeira paciente submetida ao procedimento, há dez anos, foi a ex-auxiliar de construção civil Safira da Silva, 66, portadora até então de câncer de colo uterino. À época, ela já havia tentado tratamentos como radioterapia e quimioterapia, sem sucesso, uma vez que a doença foi diagnosticada na sua forma mais avançada. Hoje, ela tem a certeza que fez a escolha cerca ao confiar na equipe de cirurgia pélvica da FCecon, garante a filha da aposentada, a dona de casa Marilza Cardoso Pinheiro de Freitas, 40.

“Quando minha mãe estava doente, nós víamos o sofrimento dela, pois o câncer havia afetado muitos órgãos e ela estava sem alternativas para sobreviver. Ela chorava dia e noite com dores. Hoje, dez anos após a cirurgia, ela tem uma vida normal. Não toma nenhum medicamento, faz tudo em casa sozinha e sem nenhuma dificuldade e ninguém percebe que ela passou por uma cirurgia tão complexa. Podemos dizer que hoje sim, ela tem uma vida de verdade. Sabemos que ele foi um anjo que Deus colocou em nossas vidas”, disse Marilza, que se refere ao cirurgião oncológico Marco Antônio Ricci, gerente do Serviço de Cirurgia Oncológica da FCecon e médico que acompanhou de perto durante o tratamento da paciente, indicando e participando da cirurgia.

Ricce explica que a cirurgia acarretava riscos à paciente devido à complexidade do procedimento, mas era a única chance de cura da doença, pois Marilza não havia respondido bem ao tratamento anterior. Ele explica que participaram do procedimento quatro cirurgiões oncológicos, além de anestesista e instrumentador. A retirada dos órgãos durou cerca de oito horas. “Hoje, pode-se dizer que a paciente está curada, passando apenas por acompanhamento anual no hospital, onde realiza exames de rotina. Ela utiliza diariamente duas bolsas presas à parte externa da barriga, para a coleta de fezes e urina. Há dez anos só tínhamos essa opção. Hoje, utilizamos nas nossas pacientes apenas uma bolsa, que serve para a coleta de ambos e facilita na hora da troca”, destacou.

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