Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
SAÚDE

FCecon intensifica procedimentos para o tratamento de lesões pré-cancerosas

A expectativa é que, até fevereiro, pelo menos 40 mulheres pré-selecionadas, sejam submetidas ao tratamento, explicou o ginecologista Luiz Carlos dos Santos Júnior, responsável pela ação



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FCecon é atualmente a única unidade pública na capital a ofertar a conização ambulatorial. Foto: Divulgação
26/01/2017 às 16:58

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), intensificou, desde a última semana, a realização de conizações ambulatoriais no âmbito da instituição. Os procedimentos são indicados para a retirada de lesões de alto grau (HSIL) no colo uterino e, quando aplicados, apresentam um alto índice de cura, que pode chegar a 95%. A expectativa é que, até fevereiro, pelo menos 40 mulheres pré-selecionadas, sejam submetidas ao tratamento, explicou o ginecologista Luiz Carlos dos Santos Júnior, responsável pela ação.

De acordo com ele, o cronograma foi baseado na grande procura por esse tipo de procedimento na FCecon, que atualmente é a única unidade pública na capital, a ofertar a conização ambulatorial. O especialista explica que as conizações são de extrema importância para evitar que lesões ocasionadas, em sua maioria, pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano), evoluam para o câncer, o que submeteria as pacientes a um tratamento mais desgastante e prolongado e geraria um alto custo ao Estado.

“As conizações ambulatoriais são feitas de forma rápida e possibilitam às pacientes, a alta hospitalar no mesmo dia, descartando a necessidade de internação e, consequentemente, de ocupação dos leitos. Nos casos mais avançados, optamos pela conização cirúrgica, que já demanda a utilização de centro cirúrgico e um acompanhamento de equipe multidisciplinar. Essa modalidade também é indicada a mulheres diabéticas ou hipertensas que precisam passar pelo procedimento”, frisou Luiz Carlos.

O HPV e as lesões pré-cancerosas
O HPV é o principal causador do câncer de colo de útero, doença que está no topo da lista de neoplasias malignas entre as amazonenses, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA), órgão subordinado ao Ministério da Saúde (MS). A última projeção apontou cerca de 680 novos diagnósticos da doença para o Estado, em 2016.

“As lesões de colo uterino, quando não tratadas em tempo hábil, podem evoluir para o câncer. Por isso, indicamos que as mulheres façam anualmente, o exame de Papanicolau (Preventivo), que pode apontar a presença de alterações, como as lesões pré-cancerosas. Detectada a lesão, avaliamos a possibilidade de realização da conização. Se indicada, retiramos uma parte do colo uterino em formato de cone”, explicou.

Em seguida, o tecido retirado é submetido à análise patológica, para descartar o diagnóstico do câncer. Algumas mulheres, em menor proporção, têm diagnóstico positivo para câncer em estágio inicial. “A conização também atua como tratamento curativo, se o câncer estiver localizado apenas na área retirada”, garantiu.

As mulheres submetidas às conizações estão sendo catalogadas e o dado poderá, futuramente, dar suporte a eventuais pesquisas relacionadas às patologias pélvicas. A expectativa é de que dez mulheres passem pelo tratamento, semanalmente na FCecon, que embora seja uma unidade de alta complexidade voltada à cancerologia, implantou o serviço, há alguns anos, tendo em vista a necessidade desse tipo de tratamento às mulheres residentes no Estado. 

*Com informações da assessoria de imprensa. 

 


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