Publicidade
Cotidiano
SAÚDE

FCecon realiza cirurgia inédita para retirada de tumor cerebral em paciente acordada

A técnica, considerada uma das mais avançadas dentro dessa especialidade, foi aplicada em uma paciente de 54 anos, com lesão expansiva na região da fala (lobo frontal direito) e durou seis horas 23/02/2017 às 16:13
Show unnamed
Procedimento durou seis horas (Foto: Divulgação/FCecon)
acritica.com Manaus (AM)

A Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde (Susam), realizou, esta semana, a primeira neurocirurgia da região Norte para ressecção de tumor cerebral em paciente acordado. A técnica, considerada uma das mais avançadas dentro dessa especialidade, foi aplicada em uma paciente de 54 anos, com lesão expansiva na região da fala (lobo frontal direito) e durou seis horas. O principal benefício desse tipo de procedimento, segundo o neurocirurgião Odilamar Andrade, é a redução das chances de sequelas pós-operatórias e a garantia de mais qualidade de vida ao paciente.

Ele explica que a cirurgia foi bem-sucedida e que a paciente passou por um período de recuperação na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) da unidade hospitalar. Nesta quinta-feira, 23, ela foi transferida para uma enfermaria, último passo antes da alta médica. O tumor extraído durante o procedimento, estava em uma área eloquente (de função cerebral específica) e será submetido à análise patológica. O processo definirá se trata-se ou não de câncer. De acordo com ele, daqui para frente, a paciente será acompanhada pela equipe do Serviço de Neurocirurgia Oncológica da Fundação. Se o diagnóstico apontar lesão cancerosa, possivelmente, haverá indicação de tratamento complementar com quimioterapia e radioterapia, ambos ofertados gratuitamente pela FCecon.

Equipe multidisciplinar

 A cirurgia, ocorrida na última terça-feira, 21, teve a participação de equipe multidisciplinar, que incluiu os neurocirurgiões Odilamar Andrade e Arlan Marques, dois enfermeiros, seis anestesistas liderados pela anestesiologista Adélia Meninea, além de médicos residentes. Um dos maiores desafios desse tipo de técnica é a metodologia anestésica que, além de viabilizar uma cirurgia segura, também precisa manter o paciente acordado. “Durante todo o tempo do procedimento, conversamos com a paciente, que recebeu anestesia venosa, mas estava consciente e segura do que estava acontecendo. Avaliações posteriores mostraram que ela teve a fala e os movimentos preservados, o que atendeu às nossas expectativas”, ressaltou.

A Fundação Cecon, unidade de referência na Amazônia Ocidental no diagnóstico e tratamento do câncer, já realizava neurocirurgias para a retirada de tumores cerebrais. Mas, segundo Odilamar Santos, lesões com essa localização específica, eram encaminhadas, anteriormente, para tratamento fora de domicílio (TFD).

 “Reforçamos que esse tipo de cirurgia, com o paciente acordado, não é indicado para todos os casos. Uma avaliação rigorosa, que considera diversos fatores, como o grau de dependência do paciente, a colaboração e o estado clínico, são alguns deles”, assegurou. Conforme Odilamar, as cirurgias convencionais continuarão sendo feitas. A diferença é que, agora, a nova técnica estará disponível aos pacientes que buscam tratamento especializado na Fundação.

A paciente Maria Nivalda da Silva Lopes, submetida ao procedimento, se mostrou satisfeita com o resultado. “Na hora da cirurgia, eu não sentia nada. Entendia tudo o que o médico dizia e respondia todas as suas perguntas. A equipe médica foi ótima, me tratou super bem e com respeito e me explicou tudo o que aconteceria antes.  Estou me sentindo muito melhor, sem dores no corpo ou na cabeça”, afirmou.

*Com informações da assessoria de comunicação.

Publicidade
Publicidade