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Cotidiano
Dia Mundial de Combate ao Câncer

FCecon ressalta a importância do diagnóstico precoce do câncer de testículo

O órgão chama a atenção para a prevenção e detecção deste tipo câncer, pouco conhecido pela população e que corresponde a 5% das neoplasias malignas em homens 08/04/2016 às 11:14 - Atualizado em 08/04/2016 às 11:52
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A FCecon é a unidade de referência na Amazônia Ocidental para o tratamento de vários tipos de câncer, inclusive o de testículo
Acritica.com Manaus (AM)

Nesta sexta-feira (8), quando se comemora o Dia Mundial de Combate ao Câncer, a Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon), chama a atenção para a prevenção e detecção precoce do câncer de testículo, pouco conhecido pela população e que corresponde a 5% das neoplasias malignas em homens.

Segundo o diretor-presidente da instituição, Marco Antônio Ricci, esse tipo de câncer está associado a alterações genéticas, uso indiscriminado de anabolizantes ou a uma malformação que acomete crianças e adultos e pode aumentar em 50 vezes as chances de se desenvolver tumores testiculares.

Ele explica que o câncer de testículo é mais comum em homens com idade entre 20 e 40 anos, e pode estar relacionado a um erro em uma proteína denominada P-53, conhecida como a guardiã do genoma humano. Ela é responsável pela correção de alterações genéticas ocasionadas ao longo da vida por fatores externos, como a exposição a vírus. A maior parte dessas variações são benéficas ao organismo e uma minoria, considerada maléfica, pode levar uma ou várias células a se perpetuarem, quando o normal é que elas morram.

De acordo com o diretor-técnico da FCecon, Manoel Jesus Pinheiro Júnior, quando a P-53 perde a capacidade de corrigir eventuais alterações prejudiciais, é iniciado o processo de formação dos tumores malignos, que nada mais é que a proliferação desordenada das células “imortais”. “Não se sabe ao certo porque a P-53 perde essa capacidade, mas sabe-se que isso está diretamente associado à formação dos cânceres”.

Má formação

Outro fator que pode contribuir para o desenvolvimento do câncer de testículo é uma malformação denominada criptorquidia, um problema comum em bebês, ocasionado quando os testículos não descem naturalmente para a bolsa escrotal e se alojam no abdome. No caso da detecção precoce da criptorquidia, explica Manoel, o problema pode ser corrigido com uma cirurgia simples, ainda na infância. Quando não tratada, a malformação aumenta as chances de neoplasias malignas.

Por último, ele ressalta a associação do uso de anabolizantes ao aparecimento de tumores no testículo, que se dá porque os anabolizantes ocasionam alterações hormonais que podem levar a diversas enfermidades, entre elas o câncer de testículo e de fígado.

Diagnóstico precoce eleva as chances de cura

O câncer de testículo tem índice elevado de cura e, assim como as demais neoplasias, quando mais cedo descoberto, mais eficaz é o tratamento, alerta o cirurgião oncológico Manoel de Jesus Pinheiro Júnior.

“No caso das crianças, as mães devem ficar atentas para alterações nos testículos, examinando seus filhos e submetendo-os à análise de um especialista em caso de detecção de algo fora do normal”, alerta.

“Já os adultos podem atentar para sintomas comuns à doença, como dores na região e aumento de volume no testículo ou massa no abdômen, principalmente”.

No SUS, a FCecon, unidade de referência na Amazônia Ocidental, é a responsável por viabilizar o tratamento. Em geral, ele consiste em cirurgia para a retirada do testículo associada à quimioterapia. Em casos mais extremos, indica-se também a radioterapia. “A cirurgia não ocasiona impotência sexual, que é a sequela mais temida pelos homens quando recebem o diagnóstico de câncer nessa região do corpo. Na maioria das vezes, a sequela decorrente do procedimento é a infertilidade”, concluiu.

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