Publicidade
Cotidiano
Notícias

Feirantes do Amazonas são alertados contra praga conhecida como mosca da carambola

Fiscalização nas barreiras fitosanitárias e conscientização dos feirantes são intensificadas para evitar a propagação da praga que se hospedam em frutas 02/12/2014 às 09:42
Show 1
Agentes do Mapa e da prefeitura estão percorrendo as feiras da capital para orientar sobre a prevenção à mosca da carambola
Cynthia Blink Manaus (AM)

Em Manaus, os feirantes estão sendo alertados pela Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (ADAF) e pela Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Feiras, Mercados, Produção e Abastecimento (Sempab), sobre o risco de uma propagação da praga conhecida como mosca da carambola.

Estados vizinhos como Roraima, Amapá e Pará já tiveram plantações afetadas pela praga e não podem comercializar os frutos hospedeiros para Estados que não possuem a praga. “Em Estados menores é mais fácil controlar a propagação da praga, mas no caso do Amazonas é difícil devido à diversidade de frutos que são apreciados pela mosca. Não podemos deixar a praga chegar por aqui”, avisa Cassius Oliveira, agente de atividades agropecuárias do Ministério da Agricultura.

O agente afirma que as frutas hospedeiras da praga são a manga, goiaba, laranja, jaca, abiu, tomate, jambo, caju, acerola, tangerina e carambola.

Impactos

Atualmente, o Brasil exporta frutas para os Estados Unidos, a União Européia e o Japão. Caso a praga domine o Amazonas e os demais Estados brasileiros, mais de 5 milhões de empregos diretos e indiretos ficarão em risco. “Nenhum País comprará as frutas do Brasil porque esta praga é uma barreira fitossanitária. Os países compradores não aceitam esses frutos com medo de introduzir a praga no seu país”, informa o agente.

Dada a gravidade de uma possível epidemia da mosca da carambola, o Ministério da Agricultura, além de realizar o trabalho de conscientização, fiscaliza a entrada desses frutos em parceria com a ADAF, que atua nas barreiras do Estado, evitando a entrada dos frutos hospedeiros das regiões onde praga existe sob controle oficial.

Os fiscais estão em todas as barreiras 24 horas por dia, interceptando as cargas destes frutos hospedeiros que entram no Amazonas, vindos do Pará, Amapá e, especialmente, Roraima. Os que não tiverem certificação de origem ou que forem provenientes desses três estados são apreendidos, ensacados e enterrados. Os responsáveis serão punidos, de acordo com o artigo 259 do Código Penal, em que qualquer pessoa que transportar, comercializar frutos ou disseminar pragas agrícolas é passível de pena de 2 a 5 anos reclusão, além da multa.

Publicidade
Publicidade