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‘Feriados trazem prejuízos’, afirmam lojistas de Manaus ao lamentar queda de vendas

Empresários lamentam excesso de feriados em novembro, quando muitas pessoas deixam a cidade e as vendas caem até 50% 21/11/2014 às 08:35
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Ismael Bicharra, da ACA, acredita que o governo deveria repensar os feriados
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Lojistas afirmam que feriados trazem prejuízos no período em que o comércio está aquecido. Em feriados como o desta quinta-feira (20), quase no meio da semana, muitas pessoas deixam a cidade para descansar e os lojistas ficam sem vender. O prejuízo pode chegar a 50% em comparação com um “dia útil”.

Para o presidente da Associação Comercial do Amazonas (ACA), Ismael Bicharra, feriados como o de ontem trazem grandes prejuízos para o comércio em geral. “Esse é o período em que nosso empreendimento tem um grande movimento. É injetado, agora no fim do ano, quase R$ 1 bilhão no setor de consumo. Mas com esse tanto de feriados, nós somos prejudicados. Nós temos que pagar as contas, pagar funcionários. É muito complicado”, disse Bicharra.

Ele ressaltou que, no caso de ontem, não se trata de um simples feriado, mas de um feriado prolongado de quatro dias. Dessa forma, o prejuízo é ainda maior. “Estamos considerando um feriado de quatro dias. Nós ficamos no prejuízo porque o comércio está todo de portas abertas, mas não tem para quem vender. O fluxo diminui consideravelmente”, afirmou.

Seriedade

Bicharra defende que as datas comemorativas são importantes para homenagear, mas que o poder público deveria “rever” essas datas para que não houvesse prejuízos financeiros. “É preciso que haja mais seriedade na escolha dessas datas. Um feriado no meio da semana traz prejuízo muito alto é imensurável o prejuízo que teremos com esses quatro dias de feriado”, disse.

Para a lojista France Ribeiro, que atua no segmento de vestuário há quatro anos, o feriado prejudica as vendas em até 50%. “Olha, eu deixo de vender cerca de 50% do que venderia num dia normal. Em dias como esse eu preciso fechar a loja mais cedo porque não existe demanda para manter a loja aberta até o horário normal, até às 19h”, afirmou o empresário.

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