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Festival de Parintins contado por coronel da FAB

No ano do centenário, nova edição de "Brincando de Boi em Parintins" chega às livrarias 10/08/2013 às 11:23
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Coronel Suzano quer mostrar Parintins a todos
Cynthia Blink ---

Em missão pela Força Aérea Brasileira (FAB), o coronel Suzano, um “carioca de verdade”, como ele fala, pode conhecer o Festival Folclórico de Parintins e a sua gente. Definitivamente encantado com o que encontrou na “ilha mágica”, o militar adaptou o seu relatório técnico e virou escritor. Em 2009 foi lançado o livro “Brincando de boi em Parintins”. Agora, em 2013, a nova edição está mais rica, com mais capítulos e sempre mantendo todos os holofotes nos artistas locais.

Uma homenagem ao centenário e um capítulo sobre o cantor Arlindo Júnior são as novidades dessa edição que, apesar de mais capítulos, tem 141 páginas - 30 a menos que a primeira. “O texto está mais objetivo e o capítulo sobre a força aérea diminuiu bastante, achei melhor cortar a parte técnica”, explica o escritor segurando sua obra e já fazendo planos para o futuro: “Em 2014 pretendo ter o livro traduzido para outros idiomas, de preferência inglês e espanhol”.

Antes do desejo de mostrar Parintins para o mundo, o coronel quer mostrar Parintins para os amazonenses. “Sou carioca e as grandes personalidades lá da minha terra eu conheço. Estou no Amazonas desde 1996 e sei que por aqui poucos conhecem a obra de artistas como esse”, diz o coronel apontando para a imagem do Jair Mendes, que abre o capítulo 9. “Esse moço foi quem deu o primeiro movimento à cabeça do boi. Ele é capaz de fazer isso tudo que engenheiros ficam desesperados para descobrir como ele faz com tanta perfeição. Joãozinho trinta e outros ‘bambambans’ das escolas de samba do Rio de Janeiro também ficam perplexos com a habilidade dele”, enfatiza.

Chico da Silva, David Assayag, Arlindo Junior, Fred Góes, Thiago de Mello, Badu e outros nomes são destaque nas páginas do “Brincando de Boi em Parintins”. Para Juarez Lima, que também é citado no livro, o Coronel Suzano contribui para registrar uma parte da cidade. “Parabenizo o coronel por ele ter feito um trabalho de resgate da nossa história. Mostrou essa cultura que transformou a economia de Parintins. Ele se lembrou dos fundadores, pescadores, poetas. Deu abertura no livro dele que pouco se vê em outros livros”, comenta, agradecido, o artista plástico.

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