Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
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Filho de Eike Batista é inocentado por atropelar e matar jovem em estrada do RJ em 2012

A decisão foi proferida pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ)



1.jpg Thor, inocentado na segunda instância, chegou a ser condenado na primeira, em junho de 2013
19/02/2015 às 17:16

Thor Batista, filho do empresário Eike Batista, foi inocentado nesta quinta-feira (19) no processo em que era acusado de atropelar e matar um ciclista na rodovia Washington Luís (BR-040), estrada que liga o município de Petrópolis (RJ) à capital fluminense.

A decisão foi proferida pela Quinta Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJ-RJ), órgão de segunda instância que ficou encarregado de analisar o recurso ingressado pela defesa de Thor, que alegou, entre outras coisas, que as provas da acusação eram "duvidosas".



Na decisão, os desembargadores Paulo Baldez e Luiz Felipe Haddad votaram a favor da absolvição do jovem. O desembargador relator, Cairo David, opinou por manter a condenação, porém determinava pela redução da multa e do prazo para que Thor pudesse voltar a dirigir. Como a decisão era de caráter colegiado, Cairo foi voto vencido e Thor foi inocentado.

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE-RJ) ainda pode recorrer da decisão e levar o caso às Cortes Superiores do país (Superior Tribunal de Justiça e Supremo Tribunal Federal).

O caso

Thor Batista foi acusado foi acusado pelo MPE-RJ de atropelar e matar o ajudante de caminhoneiro Wanderson Pereira dos Santos, que conduzia uma bicicleta pela BR-040 na noite de 17 de março de 2012.

Segundo a acusação, Wanderson foi atingido pelo carro que Thor dirigia quando passava pelo distrito de Xerém, no município de Duque de Caxias, localizado na Baixada Fluminense.

Ele chegou a ser condenado pelo ato em junho de 2013 em sentença proferida pela juíza Daniela Barbosa Assumpção de Souza, da 2ª Vara Criminal de Duque de Caxias.

No documento, Daniela determinava que Thor deveria cumprir a pena por homicídio culposo (sem intenção de matar) em uma entidade a ser determinada, desenvolvendo preferencialmente atividade "voltada para o auxílio na recuperação de vitimados no trânsito", além de pagar uma multa de R$ 1 milhão e ter seu direito de dirigir suspenso por dois anos.


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