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Cotidiano
COMÉRCIO ONLINE

Fim do e-Sedex pode elevar preço do frete e afetar vendas de pequenas lojas virtuais

Em sua pior crise financeira da história, com estimativa de prejuízo de R$ 1,3 bilhão para este ano, a estatal descontinuou o serviço de entregas expressas e isso deve encarecer as compras online 02/07/2017 às 05:00
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Agora a postagem de encomendas pode ser por Sedex (mais caro) ou PAC. Foto: Divulgação
Rebeca Mota Manaus (AM)

Os Correios anunciaram no último dia (19) o fim do e-Sedex, serviço de postagem específico para comércio eletrônico, uma das peças-chave para o crescimento do mercado de vendas online no Brasil, porém em sua pior crise financeira da história, com estimativa de prejuízo de R$ 1,3 bilhão para este ano, a estatal descontinuou o serviço de entregas expressas e isso deve encarecer as compras online em até 30%.

A projeção é da Associação Brasileira de Franquias Postais (Abrapost), uma das entidades que ingressaram judicialmente, em dezembro de 2016, contra o fim do serviço. A medida que vetava o fim do e-sedex durou apenas seis meses.

Com o fim do e-Sedex, a Elo7, marketplace especializada em produtos criativos e autorais, buscou, no início do ano, um acordo com os Correios para que seus 85 mil fornecedores não fossem prejudicados.

“O impacto para o e-commerce como um todo é difícil de estimar porque depende do tipo de produto, valor e realidade de cada varejista, mas tínhamos preocupação com o fim do e-Sedex, uma vez que a maior resistência na compra online é o frete. Por isso, buscamos um acordo de tabela, que não traz um grande impacto direto para nossos fornecedores”, explica Carlos Curioni, CEO da Elo7. 

Inaugurado em 2000, quando o comércio eletrônico ainda era incipiente no País, o fim do serviço fará com que as lojas virtuais optem por uma das seguintes opções: os outros serviços dos Correios (Sedex ou PAC), ou podem contratar uma transportadora privada para fazer sua entrega.

Empresas aproveitam 

Guilherme Bonifácio, CEO do Rapiddo, serviço online sob demanda para entregas expressas por meio de motoboys, vê uma oportunidade para o setor entrar em cena, uma vez que ao subsidiar o e-Sedex, os Correios não permitiam que outras opções de frete se tornassem viáveis. “Acredito que as entregas no mesmo dia, como o Rapiddo oferecem uma opção cada vez mais competitiva para os e-commerces”, defende o executivo.

Uma das startups que investe neste segmento é a Eu Entrego. O aplicativo promete conectar empresas e pessoas a uma comunidade de cerca de 20 mil entregadores independentes no País.

Os Correios nega que a exclusão do e-sedex torne o envio de produtos mais caro. “Não há que se falar em encarecimento do envio já que os valores serão negociados de acordo com o perfil de envio dos clientes. Inclusive, para 32% dos envios em que antes era usado o e-sedex houve redução de preço, em média, de 8%”, informou por meio de nota.

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