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Finanças pessoais: Saiba em o que e quando investir

O cenário de juros em alta e inflação no teto exige muita cautela dos investidores na escolha da melhor aplicação. Especialistas comentam as opções mais vantajosas. 23/11/2014 às 15:15
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O investidor deve estudar a melhor opção para investir o seu dinheiro
Camila Leonel Manaus (AM)

Juros e inflação em alta inspiram cautela redobrada na hora de realizar aplicações financeiras. O cenário atual torna algumas opções de investimentos mais vantajosas que outras. Mas especialistas alertam: independentemente da conjuntura, o investidor precisa conhecer e respeitar seu próprio perfil.

De acordo com o consultor financeiro Marcus Evangelista, a melhor opção para quem não tem experiência em aplicações financeiras e não quer correr riscos ainda é a poupança. “Em termos de rendimento, a poupança não é a melhor opção, mas para quem está começando agora é a melhor alternativa”.

Para quem tem montantes mais elevados e espera um rendimento maior, uma opção são as Letras de câmbio ou investimentos no Tesouro Nacional. Porém, nesses casos, o mais recomendável é contar com a orientação de um profissional. “Com o tempo, você pode se tornar um médio investidor e contratar uma corretora para gerenciar seus investimentos. Mas, no caso de Tesouro Nacional, Letras de Câmbio, por exemplo, o risco é bem maior. Investimentos com mais expertise dependem do montante. Há opções a partir de R$ 30 mil, R$ 40 mil, de R$ 100 mil”, explica.

Mercado de capitais

Os investidores que aplicam seu dinheiro no mercado de capitais, constituído por bolsa de valores, sociedades corretoras, entre outras, devem levar em conta a situação econômica do País. Segundo o economista Mourão Júnior, a instabilidade do mercado pode tornar certas operações inviáveis. “A instabilidade no mercado de capitais durante esse Governo, além da indefinição da pasta econômica do País, fez o mercado de capitais oscilar. Hoje não vale a pena fazer investimentos muito arriscados. A melhor coisa é esperar”.

No entanto, há quem veja oportunidades no cenário instável pelo qual passa a economia, sobretudo diante dos recentes escândalos envolvendo algumas das maiores empresas do País. No caso da Petrobras, por exemplo, os papéis da estatal negociados na Bolsa de Valores de São Paulo tiveram uma desvalorização superior a 20% na última semana. Especialistas avaliam que a situação tende a piorar, caso as denúncias sejam comprovadas e agências de classificação de risco rebaixarem as notas da companhia.

Isso significa que deve haver ainda mais desvalorização nas ações da petrolífera. “Ninguém duvida que a empresa vá se recuperar dessa má fase. Então, quem tiver paciência, disposição e dinheiro para investir, pode tirar vantagem dessa situação, comprando esses papéis, na expectativa de que, no curto ou médio prazo, eles retomem a valorização”, explica o consultor Josias Miranda de Aguiar.

No entanto, vale ressaltar, esse tipo de aplicação é de alto risco. É impossível prever que tais papéis vão mesmo manter a desvalorização nem quando retomarão a tendência de alta. Por isso, essa opção só é recomendada a quem está habituado a correr riscos.

Se esse não é seu caso, talvez seja melhor buscar uma alternativa menos arriscada, como investimento em imóveis, por exemplo. O economista Mourão Junior afirma que esta pode ser uma boa opção para quem deseja um maior rendimento no futuro. Comprar na planta para alugar tem sido uma das estratégias mais buscadas.


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