Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019
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Fiscalização do MTE descobre 41 pessoas submetidas a trabalho escravo no Amazonas

Na Região Norte, vale destacar que o Acre está entre os cinco Estados onde mais ocorre trabalho escravo no Brasil



1.jpg Na Região Norte, foram realizadas 74 fiscalizações e 337 trabalhadores escravos identificados
28/01/2015 às 18:47

Uma fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2014, identificou 41 pessoas que realizavam trabalho escravo no Estado do Amazonas. Na Região Norte, vale destacar que o Acre está entre os cinco Estados onde mais ocorre trabalho escravo no Brasil.

De acordo com a Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae/MTE), foram localizadas 55 pessoas no município de Tarauacá (AC) que trabalhavam como escravos na criação de gado bovino de corte. O município de Macaé (RJ) é o campeão com 118 ações, na construção civil, identificadas como trabalho escravo.



Na Região Norte, foram realizadas 74 fiscalizações e 337 trabalhadores escravos identificados, sendo o Pará com o maior número, um total de 107, seguido por Tocantins (90), Acre (74), Amazonas (41) e Roraima, com apenas 25  identificações de trabalhadores.

Esses números são o resultado da fiscalização das equipes do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), vinculadas à Detrae e também da atuação dos auditores fiscais do Trabalho lotados nas Superintendências Regionais do Trabalho e Emprego (SRTE) em todo País.

Somente no ano passado foram realizadas 248 ações fiscais e mais 1.590 trabalhadores submetidos à situação semelhante à escravidão foram resgatados. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (28), no Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo.

“Os dados ainda que em fase de consolidação, indicam atuação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel de Combate ao Trabalho Análogo ao de Escravo (GEFM), decorrente dessas parcerias, em municípios e em atividades econômicas antes não abordados com rotina pela Inspeção do Trabalho”, diz o chefe da Detrae, Alexandre Lyra,

Os cinco Estados em que mais ocorreram ações fiscais (Grupo Especial de Fiscalização Móvel e unidades descentralizadas) foram: Minas Gerais, Pará, São Paulo, Maranhão e Tocantins. 

As atividades com maior incidência de ações fiscais nas quais foram identificados trabalhadores em situação análoga à de escravo, em nível nacional, foram: pecuária, construção civil, indústria madeireira, agricultura e carvão,  um total de 178 fiscalizações.

Nas fiscalizações do MTE, ocorreram a identificação de seis trabalhadores em trabalho escravo em um total de sete ações fiscais na atividade relacionada à pesca de peixes.

Segundo a Divisão de Fiscalização para Erradicação do Trabalho Escravo (Detrae), a análise do enfrentamento do trabalho em condições análogas às de escravo, relativa ao ano de 2014, materializa a efetivação de parcerias inéditas no trato da questão, podendo ser referenciadas ações fiscais realizadas com o Ministério da Defesa, Exército Brasileiro, Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).


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