Terça-feira, 23 de Julho de 2019
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Foco de fiscalização para combater mosquito da dengue será em lixeiras a céu aberto

Levantamento do Ministério da Saúde que mede infestação do mosquito em Manaus, deve ser concluído até sexta e apontar lixeiras como principais criadouros de dengue



1.jpg Parqueamento do IMTT em Manaus recebe fiscalização da dengue, da FVS
06/11/2014 às 02:30

O Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (Liraa), ainda não foi concluído no Estado, devido o Amazonas ter uma regime diferenciado de chuva. Mas dados preliminares apontam que  48 % dos reservatórios de mosquitos são depósitos de lixo a céu aberto, informou a diretora-presidente em exercício da Fundação de Vigilância em Saúde ( FVS), Rosemary  Costa Pinto. “O Liraa do Estado será fechado semana que vem e o Liraa de Manaus será fechado até a próxima sexta-feira” adiantou.

De acordo com Rosemary, o primeiro  Liraa é feito em janeiro, o segundo em maio - que não são períodos de chuva - e  o terceiro é realizado no final de outubro e início de novembro, durante o início das chuvas. “O que acontece com a população de mosquito é que, uma semana após o início do período de chuva, os ovos se transformam em larvas. Antes disso, não tem como medir qual é a quantidade de larvas que irão se transformar em mosquitos, então não adianta fazer o Liraa muito antes da chuva, que o resultado será errado”, disse.

A diretora explicou que é  preciso ter as condições adequadas para poder encontrar a situação real de densidade de mosquitos. Por isso, o Liraa só poderá ser concluído na semana que vem. “A secretaria municipal de Saúde esta fazendo o levantamento e o Estado irá fechar semana que vem, provavelmente”, afirmou.

De acordo com Rosemary, o mais importante não é divulgar o Liraa e, sim, mobilizar a população para que ela sinta que ela precisa agir para eliminar criadouros do mosquito. Essa é a única forma de controlar o  Aedes aegypti, transmissor da dengue e também do vírus da febre chikungunya.

Criadouros

Rosemary  informou que, no segundo Liraa, realizado em maio, dos criadouros de mosquitos identificados, 41% estavam em depósitos de lixo, 38% em reservatórios de água e 12% em vasos de plantas. “No período de chuva, 48 % dos reservatórios de mosquitos são o lixo, que  as pessoas descartam no meio ambiente. O estilo de vida urbano é responsável pela proliferação do Aedes aegypti, e não adianta se mobilizar apenas quando temos uma epidemia, devemos tomar a primeira providência sabendo que, se 38% dos criadouros estão nos reservatórios de água, devo tampar o recipiente. É consciência”, comentou.

Transmissão

Quem pica os humanos são as fêmeas do Aedes aegypti que, durante a vida, pode picar até 300 pessoas e criar focos de transmissão dos vírus da dengue ou chikungunya, também, para outros mosquitos, que não estavam infectados. Antes de virar larva, os ovos do mosquito sobrevivem por até um ano no ambiente, mesmo sem chuvas.


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