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Cotidiano
Calor

Focos de calor no Amazonas apresentam redução de 13%, afirma Inpe

O resultado da pesquisa é uma comparação de janeiro a outubro, deste ano, com o mesmo período do ano passado 25/10/2016 às 09:03 - Atualizado em 25/10/2016 às 09:12
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Em outubro do ano passado, Manaus ficou tomada por fumaça causada por focos de queimadas oriundas em outros estados (Euzivaldo Queiroz)
Silane Souza Manaus (AM)

Os focos de calor no Amazonas apresentaram redução de 13% na comparação de 1° de janeiro a 22 de outubro, deste ano, com o mesmo período do ano passado, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Entretanto, no último dia 21, como aconteceu no mesmo mês de 2015, Manaus amanheceu encoberta por uma fina camada de fumaça.

Porém, ao contrário do ano passado, o fenômeno não se prolongou nos dias subsequentes, o que deixou os moradores da capital com certa tranquilidade. “Foi um alívio ver que a fumaça não voltou a aparecer depois. No ano passado, foram vários dias convivendo com a fumaceira que prejudicou a saúde de muitas pessoas”, disse a doméstica Ângela Soares, 35.

Para muitos, a nuvem de fumaça pode até voltar a aparecer, mas não com a mesma intensidade vista em 2015. “Na sexta, quando acordei por volta de 4h, a fumaceira estava grande, mas só foi naquele dia mesmo. Não havia visto antes e nem vi depois disso. Eu acho que este ano não será como no ano passado”, afirmou o feirante do Cacau Pirêra, José Cláudio Fernandes, 44. De acordo com a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a fumaça foi proveniente de focos de calor registrados em municípios vizinhos, associados a focos localizados dentro da própria capital. A pluma de fumaça foi trazida para a Manaus empurrada por ventos de norte e noroeste, no período da noite e madrugada, o que concentrou a fumaça e fez com que fosse vista de forma mais intensa no início da manhã.

Ainda conforme o órgão, esse cenário é influenciado por alguns fatores, entre eles: a umidade relativa do ar para Manaus, que atingiu nível de 36%, o acumulado de precipitação, que está em torno de 61 milímetros, além da temperatura máxima por volta de 36 graus Celsius e a radiação solar. Tais condições podem causar desconforto e o ar seco favorece o aumento no número de focos de queimadas que, por sua vez, causam eventuais plumas de fumaça sobre a cidade.

Plano e comitê

A Sema, por competência, faz o monitoramento, mas não limita a isso, conforme informou a pasta. Tem visitado, desde junho, os municípios da Região Metropolitana de Manaus (RMM) e Sul do Amazonas, os que mais registraram focos de calor em 2015, e implantando juntos aos gestores dessas cidades, o plano e o comitê municipal de combate a incêndio, previsto no plano estadual de prevenção e combate a incêndios florestais, lançando pelo governo do Estado, este ano.

Chuva para amenizar

De acordo com especialistas, a probabilidade de haver mais ondas de fumaça depende da ocorrência de outros casos de incêndios urbanos e florestais, mas a fumaceira pode ser inibida pela chuva, uma vez que a precipitação dificulta a ocorrência de queimadas e por consequência a presença de fumaça.

 

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