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Cotidiano
procurado pela interpol

Condenado da Vorax é intimado pelo TCE para devolver R$ 87 mil aos cofres públicos

Ex-chefe do Fundo Previdênciário do Município de Coari, Adriano Salan faz parte da lista de ex-gestores inadimplentes notificados por meio de edital pelo Tribunal de Contas. Ele é também é procurado pela Interpol 21/06/2016 às 21:27 - Atualizado em 22/06/2016 às 13:58
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Adriano Salan e mais três condenados do processo oriundo da operação Vorax estão foragidos da Justiça desde o final de junho de 2015
Aristide Furtado Manaus (AM)

Foragido da Justiça Federal e procurado pela Interpol, o ex-secretário de Governo da gestão de Adail Pinheiro, Adriano Salan, está sendo intimado pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) a devolver R$ 87,9 mil corrigido monetariamente, por irregularidades na prestação de contas do Instituto de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Coari (Coariprev).

O ex-secretário é um dos 31 gestores e ex-gestores que estão sendo cobrados pelo TCE-AM. A lista de inadimplentes, publicada na edição de ontem do Diário Eletrônico da corte, totaliza R$ 10,6 milhões entre multas e verbas aplicadas indevidamente ou sem comprovação de destino. Salan foi condenado a 16 anos de prisão pelo juiz federal Marlon Souza em junho do ano passado com mais 19 réus por envolvimento em  uma organização criminosa que burlou processos licitatórios em Coari.

O magistrado, ao emitir a sentença, negou a ele e a mais quatro condenados o direito de recorrerem em liberdade. Apenas, um deles, Paulo Sérgio ex-subsecretário municipal de Obras de Coari se entregou e encontra-se preso no Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Além de Salan, são procurados pela Polícia Federal o irmão de Adail, Carlos Eduardo Pinheiro, que integra a lista dos dez brasileiros mais procurados pela Interpool; o ex-secretário de Comunicação Haroldo Portela; e o ex-secretário de Obras Paulo Bonilla. Todos eles tiveram pedido de anulação do decreto de prisão negados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Inadimplentes
O ex-prefeito de Maraã Dilmar Santos Ávila é um dos ex-gestores com contas reprovadas que estão sendo chamados pelo TCE-AM a quitar dívidas com o poder público. Contra ele pesa uma decisão para ressarcir  R$ 2,5 milhões ao município e pagar multa de R$ 39,3 mil.  

Na mesma situação se encontra o ex-presidente da Câmara de Vereadores de Tabatinga Onório Sertório do Nascimento. Por irregularidades nas contas de 2010, foi notificado para repor devidamente atualizado R$ 1,7 milhões e mais uma multa de R$ 74,1 mil.

Também faz parte da lista de inadimplentes do TCE-AM, o ex-presidente da Câmara Municipal de Urucurituba Waldemar Sanches Filho. Terá que recolher aos cofres públicos R$ 1,1 milhão em função de infrações nas contas de 2004. E a pagar multa de R$ 10,1 mil.

Por ter a prestação de contas de 2009 reprovada, o ex-prefeito de Novo Airão Leosvaldo Roque Migueis está na lista de devedores da corte de contas. Foi notificado a quitar R$ 602,9 mil e mais multa de R$ 44,5 mil. O ex-prefeito de Canutama João Gomes de Almeida deve aos cofres públicos, segundo o  TCE-AM, R$ 138,7 mil e multa de R$ 7,5 mil decorrentes das contas de R$ 1998.

Outros devedores

O TCE-AM também está notificando por meio de edital para devolver R$ 354,4 mil aos cofres públicos o ex-gerente executivo da Fundação de Desenvolvimento Sustentado da Produção e Exploração de Recursos Naturais de Eirunepé Marcos Lima e Silva. Contra ele consta ainda multa de R$ 31,9 mil por problemas nas contas de 2000.

O ex-prefeito de Urucurituba Félix Vital de Almeida tem prazo de 30 dias para pagar multa de R$ 33,9 mil e fazer a devolução de R$ 1 milhão por irregularidades na prestação de contas de 2003. Situação semelhante a do ex-prefeito de Itamarati Raimundo Gomes Lobo. Está sendo convocado a ressarcir R$ 795,1 mil e a quitar multa de R$ 23 mil das contas de 2008 e mais R$ 775,4 mil das de 2003 acrescida de multa de R$ 29,4 mil.

O ex-presidente da Câmara Municipal de Manacapuru Antonino Machado, por irregularidades em convênio firmado com a Secretaria Estadual de Governo (Segov) em 2006 está sendo notificado pelo TCE-AM a devolver R$ 462,1 mil e R$ 11,1 mil de multa.

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