Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
DEBATE E IDEIAS

Fórum discute transparência e dificuldades na gestão da Saúde no Amazonas

Evento é realizado pelo Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas e ocorre em auditório da Assembleia Legislativa do Estado



ale-am_F03366D9-9560-4485-9678-CF82C77472A1.JPG Foto: Divulgação
27/02/2019 às 16:52

Oferecer um serviço público de saúde de qualidade a partir da adequada aplicação de recursos e preservação dos equipamentos e patrimônio público. Esse é o objetivo do 2º Fórum Amazonense de Financiamento em Saúde, evento organizado pelo Conselho dos Secretários Municipais de Saúde do Amazonas (COSEMS-AM) que está sendo realizado no auditório João Bosco, na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM).

De acordo com o presidente do COSEMS-AM, Januário Neto, uma das funções do fórum é colocar os órgãos de controle em consonância com os técnicos municipais. “É importante um bom relacionamento entre as partes na manutenção da transparência na aplicação dos recursos. Os órgãos de controle estão aqui para que a gente possa entender que o processo de auditoria não é um item da gestão. Na verdade, a auditoria faz parte da gestão e é fundamental para que haja economia na administração pública”, explica.

A superintendente da Controladoria-Geral da União, Mona Liza Prado Benevides Ruffeil, defendeu que é preciso formular políticas públicas eficientes que se adéquem às realidades locais. Ela exemplificou citando o caso de municípios que investem na construção de várias UBSs numa mesma localidade, quando poderiam diversificar projetos. “É preciso avaliar as demandas para se ter um controle eficiente, pois, no final, os serviços cobrarão essa conta”, disse.

Os secretários municipais que participam do evento falaram sobre as dificuldades de se fazer gestão em saúde no interior do Amazonas. O secretário de Saúde de Santo Antônio do Içá, Francisco Ferreira, lembrou que, em 2013, os nove municípios do Alto Solimões se reuniram em um consórcio para a compra de medicamentos. “Foi a pior experiência de nossas vidas. Empresas do Sul e Sudeste venceram a licitação, mas, na hora de entregar os medicamentos, esbarraram na difícil logística da região. Resultado: amargamos meses sem receber sequer uma caixa de remédio”, afirmou.

O secretário de Boca do Acre, Manoel Barbosa, disse que certa vez o município conseguiu um recurso tabelado do Ministério da Saúde para a compra de uma ambulância, mas teve problemas para efetuar a compra. “Na tabela nacional a ambulância custava R$ 180 mil. Mas essa mesma ambulância, para chegar em Boca do Acre, custava até R$ 230 mil. Em sucessivas tentativas de licitação, o tempo passou e o preço terminou ficando ainda mais defasado. Essa dificuldade é que enfrentamos no ato de fazer gestão em saúde no interior do Amazonas”, desabafou.

Também participam do evento representantes do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Tribunal de Contas da União (TCU), Conselho Nacional de Secretários Municipais de Saúde (CONASEMS), Departamento Nacional de Auditoria do Sistema Único de Saúde (DENASUS).

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