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Funcionários da Suframa ameaçam paralisar 100% das atividades na próxima semana

Sindicato dos servidores da autarquia federal promete greve, caso não eles recebam um posicionamento concreto do governo federal sobre plano de cargos, carreira e salário compatível com técnicos do MDIC. Paralisação pode comprometer o trabalho das fábricas do Polo Industrial de Manaus 19/11/2014 às 18:44
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Servidores da Suframa lotaram plenário Rui Araújo na ALE-AM
Alik Menezes Manaus (AM)

Servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (ZFM) ameaçam paralisar 100% das atividades da autarquia, por tempo indeterminado, caso a resposta do Governo Federal sobre  reivindicações como a criação de carreira e melhoria de remuneração não for positiva. O anúncio foi feito pelo presidente do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa), Anderson Belchior, em audiência pública na Assembléia Legislativa do Amazonas realizada na quarta-feira (19).

De acordo com Belchior, na sexta-feira (21) haverá uma reunião, em Brasília, com representantes do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) e servidores da Suframa. “Se a resposta for negativa, nós chamaremos uma assembléia na segunda-feira e a greve deve começar na sexta-feira seguinte (28). E aí, é greve total, nós vamos paralisar 100% das atividades por tempo indeterminado, até que o governo nos mostre de verdade a saída concreta”, afirmou.

Para Belchior, o Governo Federal está “empurrando com a barriga” a decisão sobre o aumento salarial. Ele lembrou que após a greve do início do ano, foram feitos acordos com representantes do Governo, mas nada foi de fato cumprido.


“Eles pediram mais um prazo, depois mais um e mais um. Daí, nós fizemos uma manifestação. Paramos por meio dia. Aí o Governo Federal viu que os servidores da Suframa estão falando sério e nos chamaram para uma reunião em Brasília. O que aconteceu nessa reunião? 'Estamos vendo', sempre no gerúndio”.

Belchior afirmou que a greve é a última alternativa. Tendo em vista que trará prejuízos de até R$ 300 milhões por dia para a indústria do Amazonas, mas é um caminho que está sendo traçado pelo próprio Governo. “A greve é o último caminho, mas é o caminho que a gente acredita que está sendo empurrado pelo Governo Federal, que é fazer uma greve nos moldes da que aconteceu no começo do ano. Nós vamos parar”, ameaçou.

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