Domingo, 19 de Maio de 2019
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Funcionários de loterias mobilizam passeata contra falta de segurança em Manaus

A passeata quer chamar atenção da sociedade para a sensação de insegurança que os funcionários de lotéricas e comerciantes de bairro sentem com os assaltos



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Assaltantes nada levaram na lotérica, deixando apenas o funcionário baleado
17/01/2013 às 17:44

Funcionários de casas lotéricas de Manaus estão mobilizando uma passeata neste domingo (20), em protesto contra a falta de segurança no trabalho. A manifestação está marcada para acontecer às 10h na Arena Amadeu Teixeira, Avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste de Manaus.

O grupo de funcionários pretende fazer a caminhada até a sede da Delegacia Geral da Polícia Civil, na Rua Pedro Teixeira, no mesmo bairro.

Tarsila Brito, funcionária de uma lotérica em Manaus, afirma que há um sentimento de insegurança após o caso de tentativa de assalto na última segunda-feira (16), quando um funcionário foi alvejado três vezes dentro da loteria de um supermercado na cidade. Tarsila também é uma das organizadoras da manifestação.

“Queremos chamar atenção para este problema, para a necessidade demais segurança no nosso ambiente de trabalho, ficamos apreensivos. Estamos distribuindo panfletos explicativos para outras lotéricas e também para mercadinhos que sofrem com assaltos”, comenta Tarsila.

Para ela, o problema não é levado a sério como deveria ser pelo sindicato da categoria. "Eles não estão apoiando a causa, fiquei decepcionada, pois diz respeito a todos que trabalham no ramo", lamenta.

Sindicato discorda

Para o presidente do Sindicato dos revendedores Lotéricos do Estado do Amazonas, Samuel Silva Azevedo, a tentativa de assalto ocorrida na última segunda-feira (16) foi um caso isolado.

“Quantos assaltos aconteceram em Manaus este ano? Vários, em casas lotéricas houve apenas um, não há razão para ter medo. Foi um caso isolado, o funcionário reagiu à ação e levou três tiros, infelizmente. Contrariando a orientação de nunca reagir em casos de assalto”, comenta Azevedo.

Para ele, a atuação da polícia é efetiva, mas não pode coibir todos os crimes contra as casas lotéricas. “O policiamento existe sempre, mas é um serviço público, eles não podem existir em função de um patrimônio privado, que é o nosso caso. Quando a Mega Sena acumula, por exemplo, eles sempre reforçam a vigilância em frente das lotéricas”, afirma Azevedo.

Segundo Samuel, a melhor forma de resguardar a segurança patrimonial são câmeras de segurança e vidros blindados. No entanto, investir em agentes de segurança privada está fora de cogitação pelo alto custo de investimento, avalia Samuel.

“O preço cobrado por um agente de segurança devidamente credenciado por uma empresa do tipo é muito caro, sai em média por R$ 3 mil reais por mês. Nem toda lotérica tem este dinheiro, nós arrecadamos muito menos do que as pessoas acham”, conclui.



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