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Cotidiano
Saúde

Fundação de Hematologia alerta para estoque baixo de sangue na instituição

Fundação diz que problemas residem, atualmente, mais em três tipos sanguíneos: 'O Positivo’, ‘O Negativo’ e ‘AB Negativo’; órgão de hematologia está organizando campanhas de coleta interna para suprir as necessidades 20/09/2016 às 05:00
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O Hemoam vem organizando campanhas de coletas internas para aumentar o estoque atual / Fotos: Divulgação
Paulo André Nunes Manaus (AM)

É considerado baixo o estoque de sangue atual da Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas (Hemoam) para abastecer a capital. O alerta vem da especialista Socorro Viga, coordenadora  do departamento do Ciclo do Sangue do Hemoam. O problema reside mais em três tipos sanguíneos, informa ela.

“Nosso estoque de bolsas está baixo para os tipos ‘O Positivo’, ‘O Negativo’ e ‘AB Negativo’. Para O Positivo o ideal é ter 250 bolsas de sangue liberadas (aptas para ser utilizadas após os processos de exames), mas, atualmente, estamos com 135 bolsas, o suficiente para apenas 1 dia e meio de abastecimento para a capital. Quanto ao ‘O Negativo’, o ideal seria termos 20 bolsas, mas só estamos com 14. E para AB Negativo, temos hoje 2 bolsas quando o certo seria estar com 4”, explica a coordenadora.

A especialista informa que estamos no período do ano mais crítico em relação ao estoque. “Esse período mais crítico começa a partir de julho e segue por agosto, setembro e até dezembro porquê as universidades e fábricas (no caso do Pólo Industrial de Manaus (PIM)) entram em férias (as indústrias em coletivas) e recesso. E também as pessoas viajam, fazendo com que o estoque caia e passemos a correr atrás de sangue”, informa Socorro Viga, lembrando que nos finais de ano e época de Carnaval as pessoas bebem mais, se excedem e ocorrem acidentes de trânsito, daí ser necessário manter estoques de sangue. “Não sabemos o que pode vir a acontecer”, ressalta ela.

“De janeiro a maio o estoque é bom, e só varia dependendo de ocorrer uma epidemia”, informa a especialista.

Ao passo que a maioria da população é “O Positivo” e “A positivo”, os tipos de sangue mais difíceis de serem encontrados geralmente são os negativos. O “AB Negativo”, por exemplo, está na lista dos estoques baixos citados anteriormente. 

O estoque de “A Positivo”, “B Positivo” e “A Negativo é considerado bom para a Fundação, mas nunca é demais ressaltar que um número maior de doações manteria os estoques com ainda mais regularidade.

Entre 18 e 69 anos

Para doar sangue, a pessoa precisa ter entre 18 e 69 anos. Menores de idade também podem doar, mas devem ter autorização dos pais ou responsáveis. O doador precisa estar bem de saúde e não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas anteriores à doação. Não é preciso estar em jejum para doar sangue.

Campanha de coleta interna é alternativa

Visando suprir  o nível baixo dos estoques de sangue, o Hemoam está com campanhas de coletas internas em parceria com algumas instituições para intensificar a doação sanguínea e garantir um estoque seguro de sangue na Fundação, que atende e abastece demais Unidades de Saúde.

No último sábado, o órgão recebeu o “’Projeto Mãos que Ajudam – Mórmons”, das 8h às 12h, e a unidade móvel captou doadores na escola Martha Falcão. Nesta quarta, dia 21, será realizada a coleta interna com o Grupo de Futebol Americano, das 8h às 17h. Na próxima sexta-feira, dia 23, acontecerá a doação com a Unidade Militar – 1º Bis, das 8h às 12h. 

Todas coletas internas serão realizadas na sede da Fundação Hemoam, na avenida Constantino Nery, nº 4.397, Chapada, Zona Centro-Sul. Se você está interessado e quiser agendar sua doação, o fone da captação do Hemoam é 3655-0140. O órgão funciona de segunda a sábado das 8h às 17h.

Obras do Hospital do Sangue estão paradas 

As obras do novo Hospital do Sangue seguem paralisadas e sem previsão de reinício. As obras alcançaram apenas 30% da sua totalidade, informa a Fundação de Hematologia e Hemoterapia do Amazonas.

Sem recursos estatais ou municipais, a direção do Hemoam vem realizando campanhas para arrecadar recursos que visem a retomada das obras.

“Seguimos trabalhando e desenvolvendo as campanhas de captação de recursos. Há um projeto em andamento e logo que possamos concluir as parcerias vamos divulgar novas informações”, informou a jornalista Sônia Yara, da assessoria de comunicação do Hemoam.

Neste mês, nos dias 2 e 3, uma dessas campanhas levou artistas como Zezinho Corrêa, Lucilene Castro e Márcia Siqueira ao palco do suntuoso Teatro Amazonas para o show “Podem me chamar de Chico”, com a renda revertida para a construção do novo hospital.

A obra foi iniciada em junho de 2014 com orçamento de R$ 58 milhões de reais, por meio de recursos dos governos federal e estadual. Projetado numa área total de 1.500 metros quadrados, o Hospital do Sangue está sendo construído em uma área de 48 mil metros quadrados, fazendo parte do conjunto de instalações da Fundação Hemoam, onde já existe um amplo almoxarifado com mais de 3 mil metros quadrados, área de garagem para viaturas oficiais, oficinas de manutenção preventiva e corretiva, uma central de análises clínicas, incluindo um laboratório de anatomia patológica e um hemocentro.

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