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Fundação de Vigilância em Saúde alerta população sobre vírus transmitido pelo Aedes Aegypti

O presidente da fundação não descartou a possibilidade de que o vírus esteja presente no Amazonas, pois os sintomas do Zika são parecidos com os da dengue e a febre chikungunya 19/05/2015 às 14:06
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Assim como a dengue e a chikungunya, o vírus Zika também é transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e tem sintomas semelhantes às duas outras enfermidades
ISABELLE VALOIS ---

O diretor-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Bernardino Albuquerque, alerta a população para o novo vírus conhecido como Zika, que está circulando pelo País desde o final de 2014. Bernardino não descartou a possibilidade de que o vírus esteja presente no Amazonas, pois os sintomas do Zika são parecidos com os da dengue e a febre chikungunya, o que pode confundir as pessoas.

“O Zika se transmite pelo vetor Aedes aegypti, que também é o transmissor da dengue e da febre chikungunya. Os sintomas também são bem parecidos, como a febre e manchas no corpo, que ocasionam coceira”, reforçou. Caso qualquer pessoa apresente os sintomas ela deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua casa, alertou o especialista.

De acordo com Bernardino, as unidades de saúde foram orientadas a realizar exames de sangue nos indivíduos que apresentarem qualquer um dos sintomas. Todas as coletas serão enviados para o Instituto Evandro Chagas, em Belém (PA), referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas. “Caso tenhamos algum caso confirmado no Estado, vamos informar a população”, disse.

Bernardino garantiu que, até o momento, não houve registro de óbitos confirmados por Zika. A doença é considerada benigna e autolimitada, com os sinais e sintomas que duram, aproximadamente de dois a sete dias. Para o tratamento, continua a restrição para o ácido acetilsalicílico, o mesmo produto que deve ser evitado para casos suspeitos de dengue e chikungunya.

Chegada no País

O médico explicou que, no final de 2014, houve surto de Zika na região nordeste do País, principalmente na Bahia. Depois surgiram casos parecidos no Rio Grande do Norte, Maranhão e Pernambuco. A situação incomodava o serviço de saúde e, no mês de abril deste ano, um grupo de pesquisadores iniciou o estudo nos casos do nordeste.

Na última semana, o Ministério da Saúde divulgou os resultados das pesquisas, que confirmaram a presença do vírus Zika no País.

Bernardino alertou que a prevenção deve ser baseada na interrupção da procriação do  Aedes aegypti.

Primeira contato

O Zika foi isolado pela primeira vez em 1947, a partir de amostras do macaco Rhesus, utilizados como sentinelas para detecção de febre amarela, na floresta Zika, em Uganda, na África. Essa é a origem da denominação do vírus. Casos da doença foram registrados em alguns países europeus e também no EUA.

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