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Cotidiano
AIDS

Fundação Medicina Tropical terá laboratório exclusivo para fazer pesquisas sobre HIV

O Ministério da Saúde aprovou o repasse de R$ 800 mil para a instalação do novo espaço; laboratório vai contar também com salas para ONG’s que trabalham com portadores de HIV desenvolverem atividades educativas 18/12/2017 às 15:44
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Foto: Divulgação
acritica.com* Manaus (AM)

A Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) terá um laboratório exclusivo para o desenvolvimento de pesquisas sobre HIV. O Ministério da Saúde (MS) aprovou, neste mês em que acontece a campanha Dezembro Vermelho, alusiva ao Dia Mundial de Luta Contra a Aids, o repasse de recursos na ordem de R$ 800 mil para a instalação do novo espaço.

O diretor-presidente da FMT-HVD, Marcus Guerra, ressalta que existem várias complicações que envolvem o HIV, que ainda precisam de pesquisas científicas para que se possa solucionar e oferecer aos pacientes maior sobrevida e com qualidade.

“A assistência ao paciente e a pesquisa cientifica caminham juntos dentro da FMT. Com o avanço das pesquisas, os pacientes atendidos na unidade serão os principais beneficiados”, afirmou.

Atividades educativas

O laboratório vai contar também com salas para as Organizações Não Governamentais (ONG’s) que trabalham com pessoas portadoras de HIV desenvolverem atividades educativas. “As Ongs possuem um papel fundamental no trabalho de orientação à população e as salas servirão para dar suporte a essas atividades”, disse Marcus Guerra.

Segundo o diretor de Ensino e Pesquisa da FMT, Wuelton Monteiro, a instituição já desenvolve estudos nessa área, em parceria com centros de pesquisas nacionais e internacionais. Atualmente, estão em execução os testes de um novo tratamento para prevenção de doenças cardíacas (ataque cardíaco e derrame cerebral), em pacientes com HIV. O risco de desenvolver problemas cardiovasculares é 40% maior em pessoas com a doença.

Pesquisa inédita

A FMT-HVD é uma das oito instituições do Brasil a participar dessa pesquisa, que é inédita no mundo. Além do Brasil, estão participando da pesquisa, denominada “Estudo randomizado para prevenir eventos vasculares em HIV (Reprieve)”, países como Estados Unidos, Porto Rico, África do Sul, Botswana e Tailândia. A pesquisa é financiada pelo National Heart Lung e Blood Institute. 

Outro estudo em andamento na FMT é a Profilaxia pré-exposição (PrEP), que consiste no consumo diário de um medicamento preventivo, chamado antirretroviral Truvada, por pessoas que não têm o vírus HIV, mas que estão mais expostas à infecção, como profissionais do sexo, homossexuais, pessoas trans e casais sorodiscordantes (quando apenas um dos parceiros é soropositivo). O MS incorporou o medicamento Truvada como opção de tratamento no Sistema Único de Saúde (SUS), porém, continuam os estudos e acompanhamento dos pacientes que vão utilizar o remédio.

Mais pesquisas

Os pesquisadores da FMT têm realizado pesquisas para identificar novas formas de prevenir a transmissão vertical do HIV, aquela passada da mãe para o bebê. Está em andamento uma pesquisa que pretende desenvolver uma forma de autopsia minimamente invasiva.

“Atualmente, para se determinar a morte de uma pessoa é preciso realizar uma autopsia que é bastante invasiva porque é preciso corte. As famílias, por medo do corpo do parente ficar deformado, não autorizam a realização do procedimento. A autopsia é importante para que a causa da morte seja identificada e para que seja possível fazer estudos sobre as complicações causadas pela doença”, detalhou o diretor de Ensino e Pesquisa da FMT.

*Com informações da assessoria de imprensa

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