Publicidade
Cotidiano
Notícias

Furtos de água e energia devem virar tema de campanhas educativas nas escolas do AM

Segundo o delegado, Alfredo Dabella, o crime que gera prejuízo de R$ 100 milhões por ano nas empresas vai ser combatido por meio da educação a partir de 2015 10/11/2014 às 11:13
Show 1
De acordo com o delegado Dabella, principais problemas são nas Zonas Norte e Leste
Kelly Melo Manaus (AM)

Um gato aqui e outro ali. A prática se tornou tão comum entre a população que muita gente desconhece que o que parece ser um “jeitinho” para ter luz ou água em casa, na verdade, é um crime previsto em lei. E para tentar mudar essa cultura no Amazonas, há pouco menos de dois meses foi criada a Delegacia Especializada em Combate ao Furto de Energia, Água, Gás e Serviços de Telecomunicações (DEFCS). Segundo o delegado, Alfredo Dabella, o crime vai ser combatido por meio da educação. “A partir de 2015 vamos trabalhar com campanhas educativas nas escolas, nas comunidades, para tentar diminuir os índices desse crime, além de realizar operações em parcerias com as concessionárias para identificar os problemas”, alertou.

De acordo com Dabella, o furto de serviços públicos como energia e água geram um prejuízo de R$ 100 milhões por ano, para as empresas. “Isso é lamentável porque elas deixam de repassar os encargos como do ICMS para o estado e, consequentemente, serviços como educação, saúde e segurança deixam de receber investimentos”, afirmou.

Mas não são só os prejuízos com essas perdas não técnicas (furtos e fraudes) que preocupam as autoridades. Os principais serviços prestados no estado estão entre os piores do país. O delegado explicou ainda que só em 2012 e 2013, um estudo elaborado pela Associação Brasileira dos Distribuidores de Energia (Abradee) classificou o Amazonas como o maior índice de perdas de energia por furtos e fraudes, com 38,3% da produção comprometida.

No serviço de abastecimento de água, Manaus figura entre as capitais que têm a maior quantidade de perdas técnicas (operacional) e não-técnicas (furtos e fraudes). “Vamos combater o crime para que os nossos indicadores sejam melhorados. Mas as empresas também vão ter que melhorar a prestação dos serviços”, destacou ele. Os principais problemas estão nas Zonas Norte e Leste da capital, que além das ocorrências de furtos, as subestações também são alvos de vândalos que subtraem as fiações elétricas, as deixando sem energia e, consequentemente, sem água. Por mês, a Manaus Ambiental registra até três ocorrências de furtos dos cabos de cobre nas unidades.

Publicidade
Publicidade