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Cotidiano
ALERTA

FVS-AM volta a investigar casos suspeitos de Doença de Chagas em Lábrea

Vinte casos serão investigados pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM). Entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018, ocorreu um surto no município com 12 casos confirmados 09/06/2018 às 19:25
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Foto: Reprodução/Internet
Priscila Rosas Manaus (AM)

A Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM) investiga 20 casos suspeitos de contaminação pela Doença de Chagas na cidade de Lábrea (município a 702 quilômetros de Manaus). Entre dezembro do ano passado e janeiro de 2018, ocorreu um surto no município com 12 casos confirmados, através de exame. A doença foi transmitida por meio de açaí contaminado pelo parasita Trypanossoma cruzi, encontrado nas fezes do triatoma, inseto conhecido como barbeiro.

Durante o surto, 212 pessoas assintomáticas (não apresentavam sintomas) realizaram exames. Dessas, 20 pessoas apresentaram reagente, o que não significa que estejam doentes. "A região amazônica possui muitas doenças que podem ser reagentes como é o caso de malária, leishmaniose e doença de Chagas, por isso, é necessário investigar cada paciente e realizar novos exames”, explica Bernardino Albuquerque, diretor presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas.

Esse primeiro resultado de reagente não é suficiente para definir a positividade para doença de Chagas, por isso, a FVS-AM vai realizar novos exames clínicos e laboratoriais. Um médico infectologista e um farmacêutico bioquímico da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) viajarão para Lábrea na próxima terça-feira (12) para realizar o atendimento e coletar novos materiais para o exame.

Segundo Bernardino, é fundamental ter certeza do diagnóstico para iniciar o tratamento da doença, tendo em vista, que é prolongado até 60 dias e o medicamento pode acarretar efeitos colaterais.

A Doença de Chagas pode ser adquirida por transmissão natural por meio da picada do inseto que, ao se alimentar do sangue da vítima, elimina fezes contaminadas, penetrando no corpo pela pele ou mucosas, ou por transmissão oral, ao ingerir produtos contaminados como o açaí, a bacaba, o patauá e o buriti.

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