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Gabinete do segundo mandato de Dilma Rousseff deve ser anunciado nesta quinta (11)

Entre os cotados, estão o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para o Ministério de Minas e Energia e a a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o de Agricultura 10/12/2014 às 20:24
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Dilma deve anunciar nove novos ministros
Antônio Paulo Manaus (AM)

Circula nos bastidores políticos de Brasília que o Palácio do Planalto deve anunciar nesta quinta-feira (11) o nome de novos ministros para o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Entre os cotados, estão o senador Eduardo Braga (PMDB-AM) para o Ministério de Minas e Energia.

Oficialmente, a Casa Civil da Presidência da República, a Secretaria de Comunicação Social do Planalto e o gabinete do vice-presidente Michel Temer, presidente do PMDB, não confirmam o anúncio. O senador Eduardo Braga e a assessoria dele desconversam sobre o assunto.

Além de Braga, no Ministério de Minas e Energia, estariam praticamente confirmados o ex-prefeito de São Paulo e presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, para o Ministério das Cidades; o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, no Ministério da Integração Nacional; o atual ministro Moreira Franco (Aviação Civil) será mantido no cargo e o deputado Eliseu Padilha, também deve ganhar um ministério na cota do PMDB.

Outro nome praticamente confirmado é da senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) na Agricultura. Na despedida da presidência da Confederação Nacional da Agricultura (CNA), a senadora não quis comentar sobre sua provável indicação para o Ministério da Agricultura: “São apenas especulações. Vamos aguardar”, afirmou.

No entanto, não se esquivou de falar sobre os desafios do próximo ministro da Agricultura. “Precisa trabalhar, como a CNA vem trabalhando ao longo desses anos e vai continuar nessa luta, para fortalecer o agronegócio brasileiro, das classes A e B, no sentido de melhorar a burocracia, melhorar os processos e procedimentos, novos mercado, a nossa velha infraestrutura tão necessária para o escoamento da produção”, declarou. 

Kátia Abreu destacou ainda como desafios do próximo ministro da Agricultura a renda e a questão ambiental reivindicados pela classe média rural brasileira que está sendo sinalizada no futuro. “Conseguimos esse avanço nas cidades, mas no campo não está acontecendo a mesma coisa. Então, tudo o que pudermos fazer para melhorar a renda de produtores, fazer com que o Brasil seja um continente de prosperidade e não apenas uma ilha eu acho que é muito bem-vindo principalmente porque não queremos desmatar, mas para isso temos que aproveitar melhor as áreas que estão improdutivas”.

Questionada por A CRÍTICA se esse é um recado para os segmentos que têm rejeição e fazem críticas a possível indicação dela para o ministério da Agricultura, a senadora disse que esse trabalho, com essas temáticas vêm sendo discutidas na CNA que têm feito sugestões ao Governo Federal.

O convite da presidente Dilma Rousseff à senadora Kátia Abreu para comandar o Ministério da Agricultura não agradou a diversos setores da sociedade, como o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST), a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), ambientalistas, militantes do PT e intelectuais como frei Leonardo Boff.

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