Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
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Garagem da ALE-AM: custo de R$ 46 mil por veículo

O prédio inaugurado às pressas no último dia da gestão de Nicolau, 31 de janeiro deste ano, e que leva o nome do pai do prefeito de Manaus, o ex-senador Artur Virgílio Filho, ainda em fase de acabamento. Falta ainda processo licitatório para escolha da empresa que fará a sinalização de segurança dos cinco andares sem data para ocorrer



1.jpg O prédio inaugurado às pressas no último dia da gestão de Nicolau, 31 de janeiro deste ano, ainda em fase de acabamento
13/04/2013 às 10:58

Cada uma das 500 vagas do edifício-garagem da Assembleia Legislativa (ALE-AM) custou R$ 46 mil ao bolso do contribuinte. A obra de R$ 23 milhões apresentou superfaturamento de R$ 3,3 milhões, segundo investigação realizada pelo Ministério Público do Estado (MPE-AM). O Centro de Apoio e Combate ao Crime Organizado (CaoCrimo) aponta como responsáveis pelo pagamento por serviços não realizados, o ex-presidente da ALE-AM Ricardo Nicolau (PSD) e o diretor-geral da Casa, Wander Mota.

O prédio inaugurado às pressas no último dia da gestão de Nicolau, 31 de janeiro deste ano, e que leva o nome do pai do prefeito de Manaus, o ex-senador Artur Virgílio Filho, ainda em fase de acabamento. Falta ainda processo licitatório para escolha da empresa que fará a sinalização de segurança dos cinco andares sem data para ocorrer.



“Existem alguns ajustes nas obras que são com outras empresas e não da construção civil. Os elevadores não são instalados pela construtora e a sinalização é feita por uma empresa qualificada. Na questão da sinalização, nós temos lá a própria segurança da Casa Militar orientado os servidores que utilizam. Não há risco à segurança das pessoas que já estão utilizando a garagem”, afirmou o atual presidente da ALE-AM, Josué Neto (PSD).

Citado no relatório do MPE-AM como um dos responsáveis pelo superfaturamento, o diretor-geral da Assembleia, Wander Mota disse que a Casa Militar ainda faz o projeto que irá determinar o processo de licitação para a escolha da empresa que fará a sinalização dos cinco andares do prédio. Mota, no entanto, disse que todo o processo de construção continua acompanhado pelo setor de engenharia da ALE-AM.

“Nossa engenharia está fechando os detalhes, checando item por item do que foi contratado para fazer a entrega”, disse o diretor-geral.

Em discurso na quinta-feira, o ex-presidente da ALE-AM, Ricardo Nicolau (PSD), disse que a Assembleia Legislativa “teve o cuidado de contratar uma equipe de engenheiros externos” para comprovar a execução das obras. Ontem, Wander Motta contradisse Nicolau.

“Quem faz a fiscalização de nossas obras é uma engenheira efetiva da Assembleia dentro da gerência de Controle de Obras. O que contratamos naquele momento foi um engenheiro de cálculo estrutural e não temos esse especialista na Casa”, disse.

 Dados falseados

No relatório do Ministério Público Estadual, a equipe da Assembleia Legislativa que fez a fiscalização é responsabilizada de “falsear” a verdade: “A equipe de fiscalização da ALE, ao afirmar que a empresa estava realizando o serviço com as quantidades e qualidades exigidas no Edital, apesar da própria empresa afirmar em seu projeto executivo o contrário, o que ensejou o pagamento da verba integral, falsearam a verdade em prejuízo do erário”.



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