Publicidade
Cotidiano
Garçons em Parintins

Garçons migram para Parintins com aproximação do festival

Profissionais do ramo afirmam que é possível faturar até R$ 1.500 em três dias de trabalho, durante o festival folclórico 19/06/2013 às 08:52
Show 1
Segundo projeto da Abrasel, mercado ficará aquecido até a Copa de 2014, que deve abrir mais de 6 mil vagas
Olívia de Almeida Manaus

Profissionais que atuam em bares e restaurantes de Manaus ou que possuem experiência neste ramo vão aproveitar o Festival Folclórico de Parintins para faturar uma renda extra. Segundo o vice-presidente do Sindicato dos Empregados do Comércio Hoteleiro, Restaurantes, Cozinhas Industriais e Similares do Estado, Gerson Almeida, o deslocamento de garçons e outros profissionais para o município é visto como uma oportunidade de emprego temporário.

“As empresas os contratam na modalidade de serviço prestado durante uma semana e eles ficam à disposição, infelizmente sem garantia nenhuma de um emprego fixo. Mas é uma chance de faturar”, disse.

Um dos que se prepara para ir à ilha tupinambarana é o garçom e bartender Ivan Azevedo, que há mais de dez anos costuma trabalhar durante a semana do festival.

 “A nossa profissão não é bem remunerada e, ainda, chegamos a ter uma carga horária cansativa, de até mais de 10h. A saída é conseguir esses trabalhos sazonais para incrementar a renda do mês”, comenta o profissional.

Ele revela que há profissionais do ramo que esperam o ano todo para tirar férias ou licença somente para trabalhar em Parintins. “Porque paga bem, dependendo de onde a pessoa for prestar o serviço, pode conseguir faturar até R$ 1.500 por três dias de trabalho”, destacou Azevedo, que tem mais de 23 anos de experiência na área.

Outro que vai ao festival é José Diniz. Ele ficou desempregado há um mês e, como já está habituado a trabalhar em Parintins durante o evento, decidiu ir novamente este ano, a fim de ajudar no orçamento de casa, . “Quando eu voltar vou procurar um emprego fixo”, planeja o garçom.

Quem trabalha informalmente, em eventos, consegue um rendimento maior ao final do mês. Porém, não tem seus direitos trabalhistas assegurados, como quem trabalha com carteira assinada. “O festival de Parintins e o Natal são as datas em que esses profissionais chegam a faturar até o dobro do que ganham normalmente”, acrescentou a vice-presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes Seccional Amazonas (Abrasel-AM), Lilian Guedes.

 Na avaliação da dirigente, o mercado para os garçons está aquecido e deve se manter assim até a Copa do Mundo, que deve gerar na capital amazonense mais de 6 mil oportunidades de trabalho. “Estamos qualificando muita gente e fazendo eles entenderem que essa profissão não é somente um hobby. Há chances de crescer na carreira e se destacar”, salientou Lilian.

De acordo com o vice-presidente do sindicato, um dos problemas enfrentados pelo profissional da classe é a desvalorização por conta do valor do salário, que pode chegar a R$ 1.200 (mais os 10% da taxa de serviço). “Isso é pouco pela rotina de trabalho. Tem até alguns profissionais que estão mudando de área e indo para a construção civil, porque apesar de trabalhar no sol e fazendo esforço, ganham mais e têm benefícios”, explicou Almeida. Segundo ele, há 20 mil garçons empregados no Estado, aproximadamente.

Publicidade
Publicidade