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Cotidiano
INQUÉRITO

Garimpeiro não provou que é dono de ouro encontrado em avião de acidente no AM

Homem pode responder criminalmente, como também em questão tributária, sobre possível extração ilegal de minérios. As barras de ouro encontradas estão avaliadas em R$ 1,5 milhão 22/05/2018 às 16:34 - Atualizado em 22/05/2018 às 16:38
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Foto: Divulgação
Vitor Gavirati Manaus (AM)

O garimpeiro de 29 anos que alegou ser dono das 23 barras de ouro encontradas nos destroços da aeronave que caiu em uma comunidade na zona rural de Itacoatiara, na última quarta-feira (16), ainda não conseguiu comprovar à Polícia Civil (PC) que o material pertence a ele. A informação foi divulgada pela assessoria de imprensa da PC.

As barras de ouro avaliadas em R$ 1,5 milhão foram achadas na quinta-feira (17) em meio aos destroços do avião monomotor modelo Cessna 210N, de matrícula PR-RCJ, que caiu na comunidade São Francisco do Paí, no rio Arari. No local do acidente, o garimpeiro encontrou uma caixa de ferramentas que ele afirmou ser dele, onde estavam as barras de ouro, que totalizam 9,5 quilos do elemento químico.

O garimpeiro, que não teve o nome revelado, foi conduzido à Delegacia Interativa de Polícia (DIP) de Itacoatiara (município a 176 quilômetros de Manaus) para prestar depoimento e afirmou que toda a documentação do ouro estava dentro do avião que caiu com o material.

“O homem tem o prazo de 30 dias, podendo ser prorrogado por mais 30 dias, seguindo o Inquérito Policial instaurado no DIP de Itacoatiara, para a comprovação legal da origem do ouro e para que possa retirá-los. Caso não consiga comprovar, as barras de ouro continuarão apreendidas e ficarão à disposição da Vara da Comarca de Itacoatiara, onde a Justiça determinará a destinação do material apreendido”, explicou a Polícia Civil em nota.

Ainda segundo a Polícia Civil, se o garimpeiro não conseguir comprovar que é dono do ouro até o término do prazo do Inquérito Policial, o caso será encaminhado à Justiça. Com isso, o judiciário dará continuidade às investigações e determinará se o homem responderá criminalmente, como também em questão tributária, sobre uma possível extração ilegal de minérios. Por questões de segurança, as barras de ouro foram transferidas do DIP de Itacoatiara para a Delegacia Geral, na Zona Centro-Oeste de Manaus.

Acidente

O acidente ocorreu na quarta-feira (16) pela manhã após a aeronave decolar em Itaituba (PA) com destino ao Aeroclube do Amazonas, no bairro Flores, Zona Centro-Sul de Manaus. Os corpos de duas vítimas fatais do acidente foram resgatados pelo Corpo de Bombeiros e identificados pelo Instituto Médico Legal (IML). São eles o piloto Antônio Renan Azevedo, de 28 anos, e José de Souza Oliveira, de 46 anos. Os destroços do avião foram encontrados por moradores da comunidade, que acionaram a polícia.

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