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General amazonense é incluído no relatório final da Comissão Nacional da Verdade

Conforme a Comissão Nacional da Verdade, Thaumaturgo é responsável direto pela execução do guerrilheiro Bergson Gurjão Farias, na região da guerrilha do Araguaia, e por ter participado da sessão de torturas de Danilo Carneiro, conforme depoimento deste a CNV 10/12/2014 às 13:32
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Thaumaturgo também é apontado no relatório como ter sido ud dos observadores brasileiros da sessão inaugural da Operação Condor, em Santiago do Chile
GERSON SEVERO DANTAS E AGÊNCIAS Manaus (AM)

O general amazonense  Thaumaturgo Sotero Vaz, 82, hoje na reserva e atuando como assessor do Comando Militar da Amazônia no Congresso, é um dos 377 nomes incluídos no relatório final da Comissão Nacional da Verdade que pede a responsabilização criminal deles em atos cometidos durante a ditadura militar.

Conforme a Comissão Nacional da Verdade, Thaumaturgo é responsável direto pela execução do guerrilheiro Bergson Gurjão Farias, na região da guerrilha do Araguaia, e por ter participado da sessão de torturas de Danilo Carneiro, conforme depoimento deste a CNV. Thaumaturgo também é apontado no relatório como um dos observadores brasileiros da sessão inaugural da Operação Condor, em Santiago do Chile.

A Operação Condor, empreendida por comandos de Forças Armadas de países sulamericanos, foi responsável pelo morte e desaparecimento de vários líderes políticos que lutavam contra as ditaduras na América do Sul nos anos 70 e 80.

Após a ditadura, quando serviu na guerrilha do Araguaia e no comando do Centro de Instrução de Guerra na Selva, criado pelo então coronel Jorge Teixeira, posteriormente prefeito de Manaus e governador de Rondônia,Thaumaturgo Sotero Vaz seguiu carreira no Exercito e chegou a general de brigada, tendo nesse posto comandado a 12ª Região Militar, em Manaus, o segundo posto mais importante do Exército em toda a Amazônia e com efetivos de mais de 10 mil homens.

Na reserva, Thaumaturgo se dedicou a criticar as ONGs ambientalistas com atuação na Amazônia, tendo também sido secretário no Município de Presidente Figueiredo. O general chegou a ser convocado duas vezes para prestar esclarecimentos sobre os casos de Bergson e Danilo, mas alegou motivos de saúde para não ir a CNV.

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