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'Geração canguru': cresce o número de jovens que ainda moram com os pais

Está aumentando o número de pessoas entre 25 e 34 anos que, mesmo depois de adultas, preferem continuar na casa dos pais 11/01/2015 às 13:51
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Geração Canguru ganha mais adeptos
Cynthia Blink ---

Alexsandro Silva cursa a faculdade de Publicidade e Propaganda e, aos 28 anos, ainda não saiu da casa dos pais. A decisão de ficar, diz ele, foi tomada por uma questão de economia, mas apesar de não receber nenhuma pressão para mudar de endereço, ele confessa que tem  vontade de dar esse passo. Além de estudar ele trabalha no Distrito Industrial, mas ainda não consegue “se bancar”. “Eu gostaria de sair, mas fica difícil pagar a faculdade e arcar com as despesas de uma casa, então, permaneço aqui”.

Alexsandro é um típico representante da “geração canguru”, nome dado às pessoas de 25 a 34 anos que ainda vivem na casa dos pais. De acordo com Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), entre 2004 e 2013 a proporção de indivíduos nessa condição subiu de 21,2% para 24,6%, o que significa dizer  que um em cada quatro brasileiros com idade entre 25 e 34 anos ainda morava com os pais em 2013.

Maior escolaridade

A pesquisa também aponta que a geração canguru possui maior escolaridade média, indicando que a opção de viver na casa dos pais pode estar ligada à maior dedicação aos estudos. A pesquisa também mostra que quanto maior o rendimento familiar per capita, maior a presença de jovens de 25 a 34 anos na casa dos pais. “Acontece que não tem condições de pagar a faculdade e comprar um apartamento ao mesmo tempo. Agora eu tenho muitos objetivos, preciso me formar, ter a minha casa, comprar meu carro, mas é impossível fazer tudo de uma vez, por isso tenho prioridades”, justifica Lucas Pullico, 25, estudante de Administração.

Pullico colabora com as despesas do lar - ele trabalha em um órgão público -, e afirma que tem uma poupança para facilitar a compra da sua casa em um futuro próximo, mas por enquanto vai continuar “debaixo da asa” dos pais. “Meus pais falam que eu preciso me preocupar em ter as minhas próprias coisas no futuro e me apontam pessoas que estão saindo de casa e conquistando certa independência, mas não vejo isso como uma pressão e sim um incentivo”, afirma Pullico.

O estudante de Administração também observa que a irmã caçula recebe um tratamento “superprotetor” se comparado com o que ele recebia na época da adolescência. “Eu era orientado a resolver os meus problemas sozinho. Agora, pedem que eu vá até a faculdade para saber mais informações para ela, mas acho que é assim com toda essa nova geração”, diz Pullico.

Em números

13,5% é a proporção de pessoas morando sozinhas no Brasil, segundo o IBGE. O órgão revelou ainda que esse índice aumentou de 10% do total de domicílios em 2004para 13,5% em 2013.

Construída ao custo de R$ 1 bilhão para promover aintegração da Região Metropolitana de Manaus (RMM), a Ponte Rio Negro vempassando do “status” de cartão postal para palco de tragédias. É que, desde quea obra foi concluída, em outubro de 2011, seis pessoas já usaram a estruturapara se suicidarem, saltando nas águas do rio Negro.

De acordo com pessoas que trabalham e utilizam a pontediariamente, a falta de controle no local “facilita” os suicídios. E a falta desegurança e de fiscalização ainda serve de “incentivo” a assaltantes, usuáriosde drogas e até casais, que escolhem os três quilômetros não monitorados pararoubar, usar entorpecentes e até mesmo fazer sexo.

“Ao longo da ponte tudo acontece. Já teve até gente usandodroga e fazendo sexo. Sem nenhuma fiscalização para proibir alguém de subir nagrade e pular, os suicídios também estão acontecendo. Agora, a ponte é umverdadeiro perigo”, relatou um funcionário (que pediu para não seridentificado) da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Estadodo Amazonas (Arsam) , um dos órgãos que atuam na Ponte Rio Negro.

De acordo um policial militar que também trabalha na ponte enão quis se identificar, o problema se agravou depois que o posto do CentroIntegrado de Ações de Segurança (Ciops) que ficava na cabeceira da ponte foidesativado e os batedores e viaturas que faziam o policiamento no local foramremanejados.

“Com a desativação do Ciops a segurança acabou e atranquilidade de quem faz caminhada também. Os criminosos já não se inibem,pois sabem que não tem fiscalização”, afirmou.

A estudante do curso de psicologia Guilhermina Antunes, 26,é uma das pessoas a quem o militar se refere quando diz que os frequentadoresda ponte estão “sumindo”. Ela conta que costumava fazer caminhada na ponte, masno ano passado deixou de frequentar o local a pé depois de um assalto e umatentativa de estupro, ambos ocorridos em plena ponte.

“Fui assaltada uma vez e na outra um homem tentou me agarrarà força, então hoje caminho na avenida Brasil, que é mais seguro. Até porque naponte não há mais policiamento”, relatou Guilhermina.

Câmeras para o alto

De acordo com funcionários de órgãos públicos que atuam naponte, a falta de segurança foi agravada por um problema nas câmeras desegurança, que estão voltadas para o alto e não captam imagens dos pedestresque passam por ali.

“Logo que a ponte foi inaugurada, as câmeras visualizavamquem passava por aqui e, se algo estava acontecendo de errado, a polícia estavapresente, ou seja,  evitava a açãode  criminosos. Hoje não existem maisrondas, as câmeras não funcionam e, quando a polícia chega, o fato jáaconteceu”, afirmou.

Muitasresponsabilidades, mas poucas ações

Apesar de vários órgãos terem responsabilidade de atuação daPonte Rio Negro, nem todos operam plenamente, criando, entre Manaus e Iranduba,um território sem lei. É o que denunciam frequentadores e até mesmofuncionários de alguns desses órgãos públicos.

De acordo com a Agência de Comunicação do Governo (Agecom),o Departamento Estadual de Trânsito (Detran) responde pelo controle de tráfegona ponte; a Arsam fiscaliza o transporte intermunicipal; a Polícia Militarrealiza blitze de segurança e a Defesa Civil do Amazonas emite alertas desegurança no caso de tempestades.

Sobre as denúncias feitas à reportagem, o diretor-presidentedo Detran, Leonel Feitoza, disse que todas as câmeras instaladas pelo órgãoestão funcionando, mas que elas são voltadas ao tráfego. As câmeras desegurança, segundo ele, são responsabilidade de outro órgão. No caso, aSecretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), que foi procurada pelareportagem mas, até o fechamento desta edição, não apresentou resposta.

Estrutura

A Agecom informou que o contrato firmado com a construtorada Ponte Rio Negro, a empresa Camargo Corrêa, prevê uma garantia contrapossíveis problemas estruturais que possam surgir. De acordo com a Agecom, essagarantia estabelece um prazo de cinco anos, contado a partir da inauguração daponte.

 Defensas

Já o sistema de defensas é de responsabilidade daSuperintendência Estadual de Navegação, Portos e Hidrovias do Amazonas (SNPH),que, em caso de acidentes, responsabilizará, após comprovação, o causador doacidente pelos reparos.

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