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Cotidiano
SUSTENTÁVEL

Geração própria de energia por consumidores é inexpressiva no Amazonas, diz Aneel

Estado só tem duas conexões de geração de energia de consumidores, enquanto Minas Gerais tem 1,2 mil 30/09/2016 às 05:00
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Painel solar do Greenpeace em Manaus, que faz parte de uma das duas únicas conexões geradoras própria do Amazonas. Foto: Antônio Menezes
Silane Souza Manaus (AM)

O Amazonas tem apenas duas conexões de geração de energia pelo próprio consumidor – conhecida por micro e minigeração distribuída, que geram 26,5 quilowatts (kW). No Brasil, elas são mais de cinco mil e totalizam potência instalada de 47.934 kW. Entre as fontes mais utilizadas está a solar, seguida da eólica. Os dados são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e foram divulgados ontem. 

As duas ligações registradas no Estado são de fontes solares, conforme a Aneel. Ambas estão em Manaus e atendem a Oliveira Energia Geração e Serviços Ltda e Associação Greenpeace. Para a autarquia, a isenção do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) sobre a energia injetada na rede seria um passo importante para a ampliação dessa fonte na região. 

Entre os estados, Minas Gerais lidera o ranking, com mais de 1,2 mil conexões, seguido de São Paulo (711), Rio Grande do Sul (564) e Rio de janeiro (543. Todos são autorizados, nos termos do Sistema de Compensação de Energia Elétrica, a conceder isenção do ICMS incidente sobre a energia elétrica fornecida pela distribuidora à unidade consumidora. 

A geração de energia pelos próprios consumidores tornou-se possível a partir da Resolução Normativa Aneel nº 482/2012. A norma estabelece as condições gerais para o acesso de micro e minigeração aos sistemas de distribuição de energia elétrica e cria o sistema de compensação de energia elétrica, que permite ao consumidor instalar pequenos geradores em sua unidade consumidora e trocar energia com a distribuidora local.

Benefícios ao sistema

De acordo com o diretor-geral da Aneel, Romeu Rufino, além das vantagens para o consumidor, também são relevantes os benefícios que a “Geração Distribuída” traz ao sistema elétrico. “Temos redução de perdas e o custo evitado de ampliação do sistema, pois você gera junto à unidade de consumo; o aumento na segurança do abastecimento; e o ganho sob o aspecto ambiental, pois são projetos totalmente sustentáveis”, informou.

Com o Programa de Desenvolvimento da Geração Distribuída de Energia Elétrica (ProGD), do Ministério de Minas e Energia, a previsão é que 2,7 milhões de unidades consumidoras poderão ter energia gerada por elas mesmas até 2030, o que pode resultar em 23.500 Megawatt (48 TWh produzidos) de energia limpa e renovável, o equivalente à metade da geração da Usina Hidrelétrica de Itaipu. Com isso, o Brasil pode deixar de emitir 29 milhões de toneladas de CO2 na atmosfera.

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