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Gigante asiático, mercado chinês quer se instalar na Zona Franca de Manaus em breve

Autoridade destacou a necessidade de expandir suas fábricas no resto do mundo devido à superpopulação chinesa 03/09/2015 às 20:39
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Os técnicos da Suframa explicaram que, ao ter seu projeto industrial aprovado, uma fábrica pode adquirir um terreno na área do Distrito Industrial a R$ 1, o metro quadrado.
acritica.com Manaus (AM)

A indústria chinesa, que se expande pelo mundo, quer também ocupar espaço no Polo Industrial de Manaus (PIM).  Uma comitiva da cidade de Yueqing, na província oriental de Zhejiang (leste do país) visitou a Suframa ontem. O objetivo do encontro foi conhecer o funcionamento da Zona Franca de Manaus (ZFM) e prospectar as possibilidades da instalação de novas empresas no parque fabril da capital do Amazonas.
 
O líder da comitiva, o vice-prefeito Li Yinqiao, explicou que a cidade possui uma área de pouco mais de mil quilômetros e que a população atual é de 1, 65 milhão de habitantes. Yinqiao salientou que em Yueqing estão instaladas várias fábricas que produzem partes, peças e componentes de eletroeletrônicos e que o planejamento delas é a expansão internacional. “Como vocês sabem, a China tem mais de um bilhão de habitantes. Por isso, precisamos que nossas fábricas se expandam para que todo mundo consiga um lugar para trabalhar”, brincou.

Interesse

O superintendente-adjunto de Operações da Suframa, Adilson Vieira, acompanhado do corpo técnico da autarquia, respondeu que a intenção chinesa vai ao encontro dos interesses da ZFM. “Quase 90% dos nossos produtos são vendidos no mercado nacional e os chineses são nossos maiores concorrentes. Por isso, fazemos questão de facilitar a instalação de uma fábrica chinesa. É aquela história do “se você não pode com eles, junte-se a eles”, frisou.
 
Após ouvirem explicações sobre as vantagens tributárias de se instalar na ZFM, os chineses quiseram saber se o governo brasileiro, a exemplo do chinês, custeia todo o processo de aquisição de terreno, construção física e instalação de uma nova indústria. Os técnicos da Suframa explicaram que, ao ter seu projeto industrial aprovado, uma fábrica pode adquirir um terreno na área do Distrito Industrial a R$ 1, o metro quadrado. “E há projeto para expandir a área do distrito, pois a atual tem poucos terrenos disponíveis”, explicou Vieira.
 
Ao final, a comitiva chinesa foi convidada a participar da oitava edição da Feira Internacional da Amazônia (Fiam), que ocorrerá entre os dias 18 e 21 de novembro. “É também um excelente momento para que as empresas chinesas façam negócios com as fábricas do Polo Industrial de Manaus (PIM)”, frisou o superintendente-adjunto.

Estado revisa Lei dos Incentivos Fiscais

Dentro de dez dias será formalmente constituída a Comissão Especial para elaborar a proposta de reforma da legislação da Política dos Incentivos Fiscais do Estado que tem, entre outras finalidades, garantir mais competitividade às empresas, simplificar a concessão e o acompanhamento dos benefícios concedidos e a interiorização do desenvolvimento, de acordo com anúncio feito ontem pelo secretário de Estado de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação Thomaz Nogueira, na 257ª reunião do Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas (Codam).

Segundo Nogueira, a revisão da política de incentivos fiscais do Amazonas se faz necessárias diante dos novos marcos da indústria local, a partir da prorrogação do prazo de vigência da  Zona Franca de Manaus por mais 50 anos.

Na reunião do Codam, foram aprovados na íntegra os 15 projetos industriais relacionados, totalizando investimentos de R$ 343 milhões e 454 vagas no mercado de trabalho no período de até três anos. A pauta da reunião já refletiu a retração da atividade econômica decorrente da crise econômica que atinge o País. Na reunião realizada no mesmo período do ano passado, o volume de investimentos foi de R$ 883 milhões acima dos R$ 343 milhões da pauta atual.

Vantagem

Os chineses quiseram saber se o governo brasileiro, a exemplo do chinês, custeia todo o processo de aquisição de terreno, construção física e instalação de uma nova indústria. Os técnicos da Suframa explicaram como funciona em Manaus.

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