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Gilberto Kassab quer tirar José Melo do Pros e ingressá-lo no Partido Liberal (PL)

Informação publicada na edição desta quinta-feira (15) do Jornal Valor Econômico cita o governador como possível adesão ao Partido Liberal 16/01/2015 às 12:10
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A oposição acredita que poderá perder força com a fuga de parlamentares para o partido de Kassab
Jornal A Crítica Manaus (AM)

Único governador do Pros eleito no País, José Melo estaria avançando em negociações para deixar a sigla e ingressar no Partido Liberal (PL), sigla articulada pelo ministro das Cidades e presidente nacional do PSD, Giberto Kassab (SP). A informação foi publicada na edição desta quinta-feira (15) do Jornal Valor Econômico.

A operação de Kassab envolve o ex-governador amazonense eleito senador, Omar Aziz , vice-presidente nacional do PSD e escolhido para liderar a bancada partido no Senado. Recentemente, em entrevista ao A CRÍTICA, Omar, no entanto, negou que a articulação envolva o governador José Melo.

Entre os chefes de Estado, Kassab espera também a adesão de Ricardo Coutinho (PSB), governador da Paraíba. O jornal cita que houve sondagens para que o prefeito de recife, ACM Neto, deixasse o DEM para ingressar na sigla, mas ele não teria demonstrado interesse na troca, que implicaria em migrar para a base do governo federal.

Estratégia

Aliados do ex-prefeito de São Paulo têm dito que a intenção de Kassab é de atrair número suficiente de governistas e oposicionistas insatisfeitos para formar a segunda maior bandaca do Congresso, desbandando o PT, que terá 64 representantes - já descontados aqueles que assumiram cargos nos governos estaduais e federal.

Segundo o jornal, os relatos mais recentes de aliados de Kassab dão conta de que serão de 20 a 30 deputados federais, que, somados aos 36 eleitos pelo PSD em 2014, chegariam a pelo menos 56. A operação tem colocado sob alerta representantes da oposição e da base aliada da presidente Dilma Rousseff (PT).

A oposição acredita que poderá perder força com a fuga de parlamentares para o partido de Kassab. Segundo o Jornal Folha de São Paulo, PSB, DEM e PSDB estariam programando consultas ao Superior Tribunal Eleitoral (TSE) para avaliar a legitimidade da criação tendo a vista a intenção de um fusão com o atual PSD posteriormente.

Articulações

Oficialmente, quem coordena as articulações do PL é um advogado em Goiás, Cleovan Sinqueira. Contabiliza 400 mil assinaturas para o PL e deve chegar às 500 mil assinaturas necessárias para ingressar com o pedido de registro até o Carnaval. A nova legenda, relata, já obteve registro no Distrito Federal e em oito Estados: Amapá, Goiás, Mato Grosso do Sul, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Roraima e Tocantins. O PL anterior, liderado pelo ex-deputado Valdemar Costa Neto, condenado no processo do mensalão, fundiu-se ao Prona e reapareceu como Partido da República (PR) em 2006.

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