Segunda-feira, 15 de Julho de 2019
EXERCÍCIOS

Ginástica laboral é alternativa para bem-estar de funcionários em empresas

A ginástica laboral virou um método de diminuir o afastamento de funcionários em empresas do Brasil e do mundo. A vertente surgiu na Polônia, em meados do século 30



gin_stica.JPG As sessões costumam durar em média de dez a quinze minutos (Foto: Marcio Silva)
24/09/2017 às 16:25

Trabalhar por horas e horas semanalmente podem acarretar em lesões no corpo. Uma forma de prevenir eventuais machucados e de quebra perder algumas calorias de forma divertida é através da ginástica laboral. A prática é comum em empresas ao redor do mundo que viram no método uma forma de diminuir os afastamentos de funcionários e ainda melhorar a produtividade dentro do ambiente de trabalho.

O surgimento dessa vertente da ginástica é antigo e remete a Polônia, em meados da década de 30. Sua popularidade atingiu outros partes do mundo somente nos anos 60, tornando-se inclusive prática obrigatória em escritórios no Japão. Todo esse sucesso é justificado pelos inúmeros benefícios no cotidiano do trabalhador.

 “Ela é implantada no ambiente de trabalho pra trazer os colaboradores a sair da rotina de trabalho, daquela sequência repetitiva e ser um momento de distração onde a gente possa trabalhar a musculatura, melhorar amplitude, flexibilidade, trabalhar a descompressão da musculatura que eles utilizam muito tempo no trabalho e ativar a que eles poucos usam”, explica a personal trainer Maria Aguiar, responsável por aplicar a prática em empresas na cidade.

As sessões costumam durar em média de dez a quinze minutos. Segundo Aguiar, o ideal é que os exercícios sejam realizados diariamente durante o expediente, porém, nem todas as empresas dispõem desse tempo, o que também não é nenhum problema. “Quando as empresas contratam esse serviço, elas encaixam isso na realidade dela e no tempo que elas tem disponível. Isso não significa que se a empresa não consiga ter cinco vezes na semana, não possa fazer. Se só pode duas, três, a gente implementa assim, o importante é ter. A gente vai adequando a realidade da empresa”, explica a personal.

Manter a saúde mental em dia no espaço de trabalho é fundamental para um bom desempenho das atividades diárias. Por isso, durante a prática da ginástica laboral, outras partes do organismo como o cérebro, devem ser fortalecidas trazendo vantagens para a parte cognitiva do trabalhador. “Colocamos exercícios que trabalham um pouco da coordenação motora, equilíbrio, a parte de sociabilização entre colegas de trabalho, às vezes a gente nem sabe quem tá do nosso lado e a gente tenta trazer isso ao menos uma vez por mês”, afirma Aguiar.

Quem deve fazer?

Não há restrições de lugares ou profissões específicas a qual a ginástica laboral possa ser recomendada. Frequentemente atribuída ao sedentarismo dos escritórios, porém, são nas fábricas e industriários que a prática vê seu principal alvo. “Como nós temos o Pólo Industrial em Manaus, um local fabril que trabalha com repetição, peças e montagens, é um local onde se há muitos lesionados, mas isso se aplica a todos ambientes de trabalho. Vemos os movimentos que ele realiza e adequamos à realidade dele. Vemos de que forma podemos dar ênfase com um leque de exercícios”, exemplifica a profissional.

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