Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
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Golf Variant chega cheio de bossa

Volks Golf Variant se alinha com a nova geração do hatch e ganha em tecnologia



1.jpg A nova Variant é basicamente um Golf espichado - nesse caso, o de sétima geração
27/07/2013 às 12:00

Parar no tempo não é uma exclusividade da Volkswagen brasileira. A matriz alemã também dá lá as suas “empacadas”. A versão perua do Golf é prova disso. Em 2007, a marca alemã começou a fazer o Golf Variant sobre a plataforma da quinta geração do hatch – o mesmo carro que foi vendido por aqui com o nome de Jetta Variant.

Só que no ano seguinte já surgiu a sexta geração do Golf lá fora. Mas a Volks preferiu apenas fazer um facelift na perua para atualizar o seu visual em todos os mercados. A base, portanto, continuou a mesma. Agora, a Volkswagen tira o atraso. O novo Golf Variant se aproveita da nova plataforma modular do grupo alemão, que estreou exatamente no hatch, e chega mais moderna, leve e eficiente. Além disso, volta a ter produção na Europa – antes era só no México.

Como sempre, a nova Variant é basicamente um Golf espichado – nesse caso, o de sétima geração. Ele mantém os 2,63 metros distância entre-eixo do hatch e adiciona 30,7 cm no comprimento geral. No total, fica com 4,56 metros. O crescimento beneficia drasticamente o espaço para bagagens. A Variant tem 605 litros no porta-malas que podem ser ampliados para 1.620 litros com o rebatimento dos bancos traseiros. No Golf tradicional, são 380 e 1.270 litros, respectivamente. Os números também são superiores em 100 e 125 litros aos da geração antiga da perua.

De resto, os dois são muito parecidos. A gama de motores também é igual à do hatch. Entre as opções a gasolina estão o 1.2 TSI de 83 ou 104 cv e o 1.4 TSI de 120 ou 140 cv. Os a diesel são compostos por um 1.6 de 89 ou 104 cv e o topo de linha 2.0 TDI de 148 cv de potência. As transmissões podem ser manuais de cinco ou seis marchas – dependendo da versão – ou automatizada de dupla embreagem.

O Golf Variant é oferecido na Europa em três versões. A básica é a Trendline e já traz sete airbags, trio elétrico, ar-condicionado, ABS, freio de estacionamento elétrico, luzes diurnas e assento traseiro rebatível. Na Alemanha, o preço é de 18.950 euros, algo em torno de R$ 55,5 mil. A intermediária é a Comfortline e, por 20.925 – R$ 61,3 mil –, adiciona cruise control, rádio mais completo com oito alto-falantes e sistema de reconhecimento de fadiga do condutor. A versão top é a Highline e ainda agrega bancos esportivos, painel com detalhes em black piano, luzes de led, ar-condicionado automático e faróis de neblina. Sai por R$ 74 mil.

Atrativo está atrás

Não há como fugir do óbvio. O Golf Variant é, em essência, um Golf hatch maior. Isso em todos os sentidos. Por dentro, o bom acabamento com nível “quase premium” se destaca. Na perua, no entanto, o grande atrativo está lá atrás. O espaço para bagagens é ótimo, assim como o acesso. O rebatimento dos bancos é simples, mas eles não criam uma superfície completamente plana. A linha de teto mais reta e alta também melhora a vida a bordo do carro. Quem vai atrás se sente com mais espaço na altura da cabeça e ganha em conforto.

Na direção, os 82 kg de acréscimo em relação ao Golf quase não são percebidos. Até porque a perua ficou 105 kg mais leve que sua antecessora. Na prática, isso significa que a Variant mantém o excelente comportamento dinâmico do hatch em que é baseado. A plataforma modular tem alta rigidez e mantém sempre as rodas em contato com o solo. O isolamento acústico, mesmo em altos giros, agrada e permite conversas à nivel normal no interior

Destaque

A atual oferta de motores da Volkswagen é outra que agrada bastante. O 1.4 turbo de 140 cv a gasolina é suave e extremamente solícito. Em conjunto com o câmbio de dupla embreagem fazem a condução da perua ser bastante prazerosa. O 2.0 diesel é mais “animado” em giros baixos e empurra o Golf Variant com força.

Ficha

Motor: A gasolina, dianteiro, transversal, 1.395 cm³, quatro cilindros em linha, com quatro válvulas por cilindro. Com injeção direta de combustível, turbocompressor e comando variável de válvulas. Acelerador eletrônico.

Transmissão: Câmbio automatizado de dupla embreagem com sete marchas à frente e uma a ré. Tração dianteira. Oferece controle eletrônico de tração.

Aceleração de zero a 100 km/h: 8,9 segundos.

Velocidade máxima: 213 km/h.

Potência máxima: 140 cv com gasolina entre 4.500 e 6 mil rpm.

Freios: Discos ventilados na frente e sólidos atrás.

Carroceria: Station wagon em monobloco com quatro portas e cinco lugares.

Peso: 1.372 kg em ordem de marcha.

Capacidade do porta-malas:: 605 litros.

Tanque de combustível: 50 litros.

Preço: 19.950 euros, cerca de R$ 55,5 mil.




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