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Governador anuncia projeto que possibilitará promoção para 24 mil servidores da educação

A possibilidade de promoção de 24 mil servidores da educação no Estado deverá elevar a folha de pagamento do Estado 16/10/2013 às 07:51
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Governador Omar Aziz durante a entrega de tablets aos professores. O próximo passo segundo ele, será o plano de mudança no PCCR
jornal a crítica ---

O governador Omar Aziz anunciou nesta terça-feira (15), que vai encaminhar à Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE-AM), projeto de mudança no Plano de Cargos, Carreiras e Remuneração (PCCR) que possibilita a promoção de 24 mil servidores da educação, sendo 17 mil professores. O anúncio foi feito em entrevista antes da solenidade de posse de 60 novos defensores públicos pelo Governo do Amazonas, no auditório do Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE).

“Eu acho que é a melhor notícia que a gente pode dar neste dia para os professores que estão aí e nunca foram promovidos. Todos serão promovidos”, disse Omar Aziz ao detalhar que a medida vai gerar um acréscimo de R$ 60 milhões na folha de pagamento do Estado. Ele enfatizou que esse custo tem como retorno a valorização dos professores e, consequentemente, a melhor qualidade do ensino.

Promoção

De acordo com o governador Omar Aziz, a promoção dos servidores da educação será vertical, horizontal e diagonal. Na horizontal, o governador determinou o fim da exigência de prova para obtenção da promoção dos cargos e carreiras.

“É algo importante para valorizar e reconhecer o trabalho que o professor faz diariamente junto aos alunos e novas gerações que vão servir ao Estado do Amazonas”, destacou Aziz. Ainda não há previsão do envio do projeto à Assembleia.

Direitos

Ontem a sessão especial na ALEAM, para debater sobre a educação no Amazonas e em comemoração ao Dia do Professor, a procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Auzira Melo Costa, a sociedade e o poder público devem repensar o modo como vêm tratando a educação pública no Estado do Amazonas. “Estamos aqui para ouvir os profissionais e ajudar no que for necessário para o cumprimento dos direitos trabalhistas”.

Já o presidente do Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras em Educação do Amazonas (Movitte), Herbert Gondim, disse que a falta de um sindicato específico para classe implica na luta dos direitos do trabalhador em educação. “Temos que avançar, valorizando os professores e melhorando as estruturas das escolas”, disse ele, enfatizando o alto índice de educadores temporários e cobrando realização e convocação imediata em concurso público, além da participação da categoria no novo Plano de Cargos, Carreiras e Remunerações (PCCR), que será colocado, em breve, na pauta de votação na Aleam.

Valorização profissional e qualidade

Presidente da Associação dos Movimentos de Luta dos Professores de Manaus (Aspron), Elma Sampaio falou que atua há 25 anos no magistério, mas que não se sente hoje homenageada neste Dia dos Professores, devido à péssima qualidade no trabalho e à desvalorização profissional. “Muitos profissionais buscam ‘bicos’ para complementar a renda familiar, diante dos baixos salários. Uma vergonha pública que precisamos lutar para mudar essa realidade. Queremos ser profissionais com alegria e disposição, com respeito do poder público, e com muito a comemorar”.

Integrante do Movimento “Vem pra Rua”, Darlen Lúcia Oliveira, lembrou que o fato do Amazonas estar em penúltimo lugar no ranking nacional de qualidade da educação é reflexo também da desvalorização dos professores.

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