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Governador do AM, José Melo vai procurar Dilma em janeiro para falar sobre o futuro

Sobre a neutralidade do governador no pleito de 2014, Melo afirmou que “em nenhuma circunstância” a então candidata à reeleição sofria o risco de que ele apoiasse adversários dela e que pediria votos para a petista 30/12/2014 às 10:35
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Governador José Melo ressaltou expressiva votação obtida por Dilma no Amazonas
Luciano Falbo Manaus (AM)

O governador José Melo (Pros), que durante a campanha em que conquistou sua reeleição não declarou voto para a presidente da República, afirmou que vai procurar a presidente Dilma Rousseff (PT) para conversar sobre o futuro da relação institucional entre os dois em janeiro de 2015. A declaração foi dada na semana passada em entrevista para A CRÍTICA.

“Tanto ela (Dilma) quanto eu ficamos com algumas dificuldades. Ela ficou fazendo a prestação de contas (da campanha) e eu fazendo a minha. Outra coisa é que ela teve esse problema com a Petrobras e teve ainda que fechar as contas deste ano”, disse José Melo, ao justificar o motivo de ainda não ter procurado a presidente depois do pleito de outubro. “Acho que não era o momento e nem seria justo eu procurar a presidente, levando problemas, quando ela já tem muitos, assim como eu tenho os meus aqui. Vou deixar passar isso. Em janeiro, quando começar o novo mandato, vamos conversar”, completou.

Em fevereiro deste ano, José Melo afirmou que “em nenhuma circunstância” a então candidata à reeleição sofria o risco de que ele apoiasse adversários dela e que pediria votos para a petista. Entretanto, durante a pré-campanha e o primeiro turno da disputa, Melo foi alvo de pressão dos aliados, que em sua maioria apoiavam o então candidato tucano Aécio Neves. O PSDB, inclusive, integrou a coligação do governador. O prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), que foi o principal cabo eleitoral de Melo, afirmou duas vezes, na pré-campanha, que só apoiaria ao governo quem apoiasse Aécio Neves. O apoio não aconteceu.

Formalizada a aliança com o PSDB, depois do acirramento da campanha estadual e do próprio Aécio afirmar que não esperava mais o apoio do governador, Artur aceitou a “neutralidade” de Melo até o fim do primeiro turno. No segundo turno, Melo ensaiou “descer do muro”. Mas, aconselhado por aliados, decidiu manter a neutralidade.

Na entrevista, José Melo disse acreditar que não encontrará problemas na relação com o Planalto em função da expressiva votação que Dilma Rousseff teve no Amazonas em 2010 e neste ano. “Tanto ela quanto eu temos responsabilidades com o povo do Amazonas. O povo gosta muito dela. Então, eu tenho certeza que ela tem consciência de que terá que ajudar o Governo do Amazonas, por conta das duas eleições que ela teve aqui com muitos votos”, disse o governador. “Eu não tenho nenhuma preocupação com relação à presidente Dilma porque eu sei que ela gosta muito do povo. E entende que política é assim mesmo: ela lutou para ganhar a eleição dela e eu lutei para ganhar a minha”, acrescentou.

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