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Governador do Amazonas, José Melo desqualifica acusações e ataca Eduardo Braga

Melo negou a ligação de personagens apresentados em matéria de televisão com sua equipe de campanha de 2014 e disse ter aberto uma sindicância para apurar contrato de agência dirigida por Nair Blair, presa durante campanha 10/03/2015 às 10:15
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José Melo defende que Braga tem ‘a intenção nítida de querer influenciar’ o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM)
Janaína andrade Manaus (AM)

O governador do Estado, José Melo (Pros), negou, ontem, que recibos exibidos em matéria do programa Fantástico (Rede Globo), que o acusou de comprar votos nas eleições de 2014, pertençam à contabilidade da campanha dele. “Qualquer pessoa poderia fazer aquilo (recibo). Nenhum dos recibos tem qualquer assinatura”, disse Melo.

O irmão do governador, Evandro Melo, que coordenou a campanha de Melo, foi apontado pela reportagem como uma das pessoas que teria assinado recibos de dinheiro repassado a eleitores em troca de votos. Melo negou a idoneidade dos documentos. “Nenhum dos recibos tem qualquer assinatura, seja dele (Evandro Melo), seja minha, ou seja de qualquer outra pessoa ligada ao meu comitê”, afirmou o governador.

A reportagem insinua que o dinheiro utilizado para a suposta compra de votos teria origem em um contrato firmado entre o Estado e a Agência Nacional de Segurança e Defesa (ANSD), a dois dias da abertura da Copa do Mundo. O serviço custaria R$ 1 milhão, de acordo com a reportagem, e seria para “implementação de solução tecnológica de monitoramento em tempo real móvel” durante a Copa.

Ontem, Melo disse desconhecer o contrato. E afirmou ter determinado à Casa Civil a abertura de uma sindicância para investigar a contratação dos referidos serviços. O prazo para o trabalho ser concluído é uma semana, segundo o governador.

De acordo com o Fantástico, a ANSD é dirigida por Nair Queiroz Blair, presa pela Polícia Federal durante a campanha de 2014 sob a acusação de compra de voto. O serviço foi solicitado pelo secretário executivo Adjunto de Grandes Eventos (Seasge), coronel Dan Câmara.

Melo negou que Nair Blair tenha prestado serviço aos comitês de campanha dele. “Ela não era coordenadora de campanha, nem subcoordenadora, não era nada disso. Agora, se você dissesse: “Ela trabalhou?”, só ela pode dizer. Só sei que nos meus comitês ela não trabalhou em nenhum deles. Ela foi pega naquela reunião com os pastores, conforme a reportagem mostrou”, disse.

O governador atribui ao seu principal adversário nas eleições de 2014, o ministro de Minas e Energia Eduardo Braga (PMDB), a responsabilidade pela veiculação da matéria.

“A quem mais interessaria um terceiro turno? A quem mais interessaria levar para rede nacional uma matéria que já tinha sido objeto da campanha? Só uma pessoa que perdeu de forma fragorosa e que quer levar a eleição para um terceiro turno”, afirmou Melo.

Melo sustenta, ainda, que Braga tem “a intenção nítida de querer influenciar” o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), que nos próximos dias poderá colocar em votação os pedidos de cassação apresentados por Braga contra ele após a eleição do ano passado.

Por meio de sua assessoria, Braga disse que as declarações de Melo são ofensivas e caluniosas, e que acionará a Justiça.

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