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Governador José Melo confirma delegado federal no comando da Secretaria de Segurança Pública

Ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, o delegado foi convidado para o comandar da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Melo prepara, ainda, modificações nas Polícias Militar e Civil. Mudanças devem começar a sair do papel em janeiro. 22/12/2014 às 16:07
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Convidado para o cargo em novembro deste ano, Sérgio Fontes aguarda apenas a liberação do Ministério da Justiça para assumir a SSP
acritica.com Manaus (AM)

O governador José Melo anunciou nesta segunda-feira (22), o nome do ex-superintendente da Polícia Federal no Amazonas, delegado Sérgio Fontes, para o comando da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP). Além da mudança na chefia da pasta, José Melo adiantou que prepara modificações nas Polícias Militar e Civil dentro da reforma governamental em estudo e que começa a sair do papel em janeiro.
 
O pedido para disposição do delegado federal foi protocolado pelo Governo do Estado por meio de ofício. Atualmente, Sérgio Fontes é presidente da Agência Nacional de Polícia Federal, cargo que ocupa desde novembro de 2013. “O doutor Sérgio (Fontes) vai assumir a segurança pública. Evidentemente vou fazer mudanças não só na Secretaria de Segurança Pública, mas também nas outras áreas mais embaixo, como Polícia Militar, Civil, porque é preciso aprimorar a segurança”, adiantou o governador.

Sérgio Fontes é amazonense, filho de uma advogada nascida em um seringal do rio Madeira, com um carioca militar da Aeronáutica. Ele é ex-aluno do Colégio Militar de Manaus e formado em Direito pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam). Ingressou na Polícia Federal em 1996 e é considerado, na instituição, como um delegado íntegro, honesto, operacional e, acima de tudo, companheiro de todos.

Iniciou a carreira como delegado de Polícia Federal, chefe da Delegacia de Repressão a Entorpecentes no Estado do Amazonas; delegado regional de Combate ao Crime Organizado e superintendente regional da Polícia Federal de Rondônia. Como delegado esteve no comando das principais operações realizadas pela PF no Estado. Antes de ser convidado para assumir a Superintendência no Amazonas, Fontes exercia a mesma função em Rondônia há um ano.

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As declarações de José Melo foram dadas durante entrevista a uma rádio local e no encerramento da feira “Um Amor de Natal”, nesta manhã. Durante a feira, o governador anunciou aos dirigentes de entidades sociais que a primeira-dama do Estado, Edilene Gomes de Oliveira, é quem vai conduzir, a partir de janeiro, as políticas sociais do Governo, tendo como base de apoio a Secretaria de Estado de Assistência Social (Seas) e o Fundo de Promoção Social.
 
A mudança na SSP é a primeira da reforma governamental confirmada pelo governador. A segurança pública é considerada um dos tripés de investimentos do novo governo de José Melo. Além do aperfeiçoamento e expansão para o interior do programa Ronda no Bairro, o governador pretende fortalecer o setor e implantar programas como o “Todos pela Vida”, que envolvem ações sociais, culturais, educativas, entidades sociais e igrejas em zonas vulneráveis à violência.
 
De acordo com José Melo, o atual titular da SSP, coronel PM Paulo Roberto Vital, pediu para sair do comando da pasta. “Quando começamos nossa campanha tive uma conversa com o coronel Vital e ele me informou que ficaria comigo até o final do ano, e me deu a liberdade de encontrar outra pessoa. Por isso, quando terminou a eleição, eu fiz um contato com o Sérgio fontes e ele me ligou dizendo que toparia. O coronel Vital vem para a sede do Governo para me ajudar na mesma área, mas sob outros aspectos. Não posso abrir mão de uma pessoa da experiência dele”, disse, ressaltando que nos últimos quatro anos o orçamento do setor saltou de R$ 684 milhões, em 2010, para R$ 1,4 bilhão este ano.
 
Reforma governamental

De acordo com Melo, as fusões de secretarias e transformação de algumas delas em departamentos estão sendo discutidas por meio de uma comissão formada por representantes de todas as áreas do governo. As primeiras mudanças na estrutura governamental saem do papel em janeiro. A reforma será concluída somente em fevereiro após aprovação na Assembleia Legislativa do Estado.
 
O principal objetivo é reduzir custos. A expectativa é pela economia de R$ 700 milhões por ano com alterações no organograma das secretarias e órgãos da administração indireta, ajustes nos critérios de compra, nos cargos comissionados, digitalização de procedimentos e mecanismos para reduzir a sonegação de impostos e, consequentemente, aumentar a arrecadação. “Digo sempre aos companheiros. Nosso governo é voltado a prestar serviços. Aqueles que estiverem dispostos a servir no padrão que eu quero estão dentro”, disse.

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