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Cotidiano
GOVERNADOR DO AM

Governador José Melo nega que irá disputar vaga no Senado em 2018

Melo também voltou a criticar o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB): ‘Assuma sua responsabilidade que eu assumo a minha. Deixe de viajar e vá trabalhar’ 14/02/2017 às 09:50
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Governador José Melo (Foto: Roberto Carlos/Agecom)
acritica.com Manaus (AM)

O governador José Melo (Pros) negou que vá disputar o Senado em 2018. A notícia sobre a candidatura de Melo ganhou força nos bastidores nas últimas semanas, após ele intensificar sua agenda pública e endurecer o tom dos discursos. Em entrevista a uma rádio local na manhã desta terça feira, Melo assegurou: “Não sou candidato a nada. Aliás, sou candidato a fazer um ótimo governo. E continuarei governador até o último ano do meu governo, se Deus quiser”.

O principal argumento usado pelo governador é de que, após dois anos “ralando” para equilibrar as finanças do Estado, é hora de cumprir os compromissos assumidos com a população do Amazonas. “Tive dois anos horrorosos, em que tive que lutar para manter meu mandato de um lado e lutar para manter o equilíbrio das contas do Estado do outro. Hoje o Amazonas é um dos três Estados mais bem equilibrados do país e tenho finalmente estrutura administrativa, orçamentária e financeira para fazer o melhor. Vou abrir mão disso? De jeito nenhum!”

Melo também voltou a criticar o prefeito de Manaus, Artur Neto (PSDB), que também jura não ter planos de disputar o Senado em 2018. Questionado sobre a tentativa de Artur de batizar o novo valor da passagem de ônibus em Manaus de “tarifa Melo”, o governador foi duro: “Quem é responsável pela cidade de Manaus é você. Você que é responsável pela buraqueira toda que está ai. Você que é responsável por gastarmos (o Estado) uma fortuna atendendo a atenção básica nas nossas unidades (de Saúde). Assuma sua responsabilidade que eu assumo a minha. Deixe de viajar e vá trabalhar”.

A Prefeitura anunciou recentemente que o reajuste da tarifa para R$ 3,30 pode não ser suficiente para cobrir os custos da operação do sistema. E Artur atribuiu o provável novo aumento à retirada do subsídio estadual. Melo alega que o compromisso formal entre o Governo e a Prefeitura de Manaus, firmado em 2015, previa a isenção de ICMS para as empresas de ônibus desde que o valor da passagem não aumentasse.

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