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Governador José Melo prepara time de defesa e desqualifica acusações de compra de votos

Enquanto a batalha na Justiça Eleitoral se desenha, o gestor afirma que Eduardo Braga está envolvido em um esquema para tirá-lo do poder 10/03/2015 às 17:09
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José Melo, governador do Amazonas
acritica.com Manaus (AM)

O governador José Melo (Pros) afirmou, na manhã desta segunda-feira (9), que Eduardo Braga (PMDB), atual ministro de Minas e Energia e adversário dele nas eleições pelo governo, está envolvido num suposto esquema para tentar retirá-lo do poder e reverter o resultado do pleito de 2014.

Para a batalha jurídica que deve enfrentar na Justiça Eleitoral, Melo disse que se prepara e que já está conversando com "juristas conhecidos no Brasil" para integrar sua banca de defesa.

"Eu estou trabalhando alguns nomes e acredito que dentro de um dia eu estarei também com a minha banca de juristas contratada lá em Brasília para tratar dessa matéria", declarou.

José Melo também disse que a Casa Civil vai abrir uma sindicância para apurar suspeita de irregularidade no contrato emergencial feito pelo secretário executivo adjunto de Segurança para Grandes Eventos, coronel Dan Câmara, com a Agência Nacional de Segurança e Defesa, de Nair Queiroz Blair – exibida em reportagem no programa Fantástico, da TV Globo, na noite deste domingo (8).

No programa, o governador foi acusado de compra de votos. Foram apresentados recibos das supostas compra assinadas por Nair Blair. Também foi apresentada denúncia de transporte de eleitores para o pleito, o que configura crime eleitoral.

José Melo disse que “em nenhum momento apresentam ali (na reportagem) as coisas de forma muito clara”. O governador afirmou que os recibos mostrados no programa, com valores em dinheiro pagos a eleitores durante suposta compra de voto, poderiam ser feitos por qualquer pessoa.

O governador evitou falar sobre a investigação realizada pelo Ministério Público sobre a denúncia de compra de votos, e também negou que a mulher mostrada na reportagem do Fantástico, Nair Queiroz Blair, tenha sido membro do comitê de campanha dele ou tenha recebido dinheiro para comprar eleitores no Estado.

Contrato investigado

O contrato alvo de sindicância teve custo de R$ 1 milhão. O objeto do contrato com a ONG Agência Nacional de Segurança e Defesa é a prestação de serviço de “implementação de solução tecnológica de monitoramento em tempo real móvel” durante a Copa do Mundo em Manaus.

Segundo o governo, o objeto do contrato são serviços tecnológicos para que alguns aparelhos de visualização, integração, comunicação e monitoramento funcionassem. O governador disse desconhecer o contrato.

Terceiro turno

Após campanha intensa e marcada por troca de acusações, a eleição para governador do Amazonas do ano passado teve como vencedor, no segundo turno, José Melo, que obteve 869,6 mil votos. Braga teve 695,9 mil votos.

Agora, uma batalha jurídica entre os dois deve iniciar. Os sinais do duelo começaram a surgir ainda no fim do segundo turno e se intensificaram nas últimas semanas.

A disputa na Corte do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM) deve ser decidida por sete juízes. Nas redes sociais, a briga entre aliados e simpatizantes de ambos já começou.

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