Quarta-feira, 03 de Março de 2021
Isenção

Governador Wilson Lima cobra transparência para a indicação do novo conselheiro do TCE

Lima afirmou que o assunto diz respeito à Assembleia Legislativa do Amazonas



unnamed_8B2FAE2D-8A48-4F3B-884A-C375D109D156.jpg Foto: Reprodução / Internet
17/12/2020 às 10:09

O governador do Amazonas Wilson Lima (PSC) declarou que o rito legal deve ser respeitado para indicação de conselheiro do Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM). Lima disse que o assunto diz respeito à Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) e que não pretende judicializar a eleição relâmpago do presidente da ALE-AM, deputado Josué Neto (Patriota) ao cargo vitalício de conselheiro consumada ontem (16).

"Com relação à indicação ao TCE é preciso que haja vacância do cargo, ou seja, um cargo vago, ainda não tem esse cargo vago. É necessário que seja publicado um edital e os interessados possam fazer a sua inscrição. É preciso que isso seja tornado público. Em nenhum momento isso foi tornado público, a não ser no meio que acompanha as atividades legislativas. Todo esse procedimento precisa ser respeitado sob o risco de a gente ter um desrespeito total às instituições”, comentou o governador em entrevista à Rádio Tiradentes.



Wilson Lima afirmou que a principal contribuição do presidente da ALE no pico da pandemia, entre abril e maio, onde segundo o governador, o Amazonas registrou média diária de 100 mortes por covid-19, foi "instaurar um procedimento de impeachment contra o governador".

Wilson Lima culpou Josué Neto pela crise institucional entre o governo do Amazonas e a Assembleia iniciada no pico da pandemia com um pedido de intervenção federal na saúde do Estado capitaneado por Josué e membros rompidos da base do  governo. Ele acrescenta que por causa da "indisposição" de Josué acabou se aproximando dos deputados estaduais "fazendo a construção de uma relação".

"Mas isso nos atrapalhou muito porque no momento que você se preocupa com um ataque do presidente da Assembleia você deixa de olhar para outras coisas no Estado que são essenciais”, registrou.

Conforme Lima, a relação com a família Josué e o próprio pai do presidente da ALE-AM “sempre foi muito boa” e que vez por outra ia na casa de Josué pai, conselheiro do TCE-AM, "conversando com ele, tivemos boas conversas, mas de repente o filho entendeu que o comportamento dele (Josué Neto) não deveria ser esse".

Wilson Lima disse que vai manter a relação de diálogo com o presidente eleito da ALE-AM no biênio 2021/2002, deputado Roberto Cidade (PV) para evitar o “cavalo de batalha tocado em 2019”  que não mudou em nada a “vida das pessoas”.

"Pretendo me relacionar como sempre me relacionei com todos os poderes. Estou sempre disposto a conversar. Não há qualquer impedimento da minha parte com relação a isso. Inclusive já me coloco à disposição para que a gente possa fazer a construção de projetos que possam efetivamente resolver a vida da população", pontuou.

Sobre um novo pedido de impeachment apresentado pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), o nono contra o governador, Lima disse que a denúncia do novo pedido de impeachment é a mesma do processo de impeachment aceito contra ele em abril deste ano. Ele classificou o movimento de  “ação sistemática” orquestrado, para de acordo com ele, tentar encobrir as ações positivas da gestão dele.

"No dia anterior [ao pedido de impeachment], eu tinha anunciado o pagamento do abono Fundeb, que é o segundo maior da história e para todos os servidores da Educação. Eles tentam encobrir todas essas ações positivas que fazemos", finalizou.


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