Terça-feira, 19 de Outubro de 2021
Crise na Venezuela

Governo de Maduro diz ter alcançado 'acordos parciais' com oposição

O governo e a oposição da Venezuela concluíram, no sábado, no México, o segundo dia de uma nova rodada de negociações



Maduro_menor_CF43DBC2-DDC5-4F71-8987-2960D3B784F3.JPG Foto: AFP
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05/09/2021 às 10:45

O governo e a oposição da Venezuela concluíram neste sábado (4), no México, o segundo dia de uma nova rodada de negociações com "acordos parciais", em uma mesa em que os governistas buscam o levantamento das sanções econômicas e os opositores, eleições livres com garantias.

“Estamos trabalhando principalmente em acordos parciais, sobretudo a serviço do povo venezuelano”, disse à imprensa Jorge Rodríguez, homem de confiança do presidente Nicolás Maduro, em frente ao local da reunião na Cidade do México.



Ele destacou que o governo que representa está "muito atento" a todas as garantias econômicas que foram "cortadas, bloqueadas, roubadas, subtraídas do povo da Venezuela", referindo-se às sanções lideradas pelos Estados Unidos.

O teor destes acordos parciais entre as duas delegações ainda não foi divulgado. "Nada foi acordado até agora", disse uma fonte da oposição à AFP, por outro lado.

Mais cedo, o bloco opositor disse que esperava "acordos imediatos" com representantes do governo de Maduro, segundo seu principal negociador, Gerardo Blyde.

“Esses primeiros acordos buscarão amenizar a crise, mas a crise tem problemas subjacentes muito sérios, de um modelo que falhou na Venezuela e um modelo que não reconhece a ordem democrática e a ordem constitucional”, afirmou Blyde aos jornalistas no início do dia.

A segunda sessão de negociações contou com delegados de ambas as partes, de acordo com uma publicação da chancelaria da Noruega no Twitter.

O país europeu atua como um facilitador nas conversas entre o governo de Maduro e a oposição, assim como já fez anteriormente nas tentativas fracassadas em Barbados, em 2019, e na República Dominicana, em 2018.

Vecchio de fora

Blyde estava acompanhado por Freddy Guevara, dirigente muito próximo do líder Juan Guaidó, como o integrante da delegação opositora que substitui Carlos Vecchio, segundo imagens veiculadas na televisão.

O bloco governista condicionou a continuidade do processo de negociação à retirada de Vecchio do grupo, segundo o próprio político. “O regime de Maduro se recusa a sentar-se no México se eu permanecer na delegação da Plataforma Democrática Unitaria”, escreveu ele em mensagem postada no Instagram.

O governo e a oposição da Venezuela lançaram uma nova rodada de negociações no México na sexta-feira, cujo objetivo mais próximo é estabelecer um cronograma e garantias para a participação dos partidos contrários a Maduro nas eleições regionais de novembro.

Eleições livres e justas 

Depois de confirmar esta semana que disputará as eleições para prefeitos e governadores em 21 de novembro, a oposição rompe com três anos de boicote eleitoral e reafirma os acordos firmados em 13 de agosto em um memorando de entendimento durante a primeira rodada de diálogos.

“Estamos no México em busca de um Acordo de Salvação Nacional para enfrentar a emergência, conseguir condições para eleições livres e justas e o resgate de nossa democracia”, escreveu o líder da oposição Juan Guaidó no Twitter.

No memorando comum foram levantados sete pontos de discussão, entre os quais se destacam os direitos políticos, as garantias eleitorais e um calendário para eleições observáveis. Também estão inclusos aspectos como um possível levantamento de sanções, a convivência política e social e mecanismos de monitoramento e verificação de acordos.

O fim das sanções econômicas internacionais, que cortaram os canais de financiamento do governo, é um dos principais pedidos do Chavismo.

 


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