Segunda-feira, 22 de Julho de 2019
POLÍTICA

Governo deve anunciar novas medidas econômicas ainda este ano, diz ministro

De acordo com ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, diminuição de gastos do Governo devem aumentar produtividade. Estimativa é que economia brasileira comece a crescer no 1º semestre do ano que vem



henrique.jpg Titular da Fazenda defendeu corte de gastos públicos (Foto: Dida Sampaio/Estadão)

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse nesta segunda-feira (12), durante almoço anual da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), na capital paulista, que o governo está terminando de estruturar novas medidas econômicas a serem anunciadas ainda este ano, mas não deu detalhes.

“Estamos trabalhando intensamente em uma análise de medidas que possam ser tomadas depois da aprovação da [Proposta de] Emenda Constitucional do Teto de Gastos e que a partir da consolidação da trajetória de ajuste fiscal possamos trabalhar em uma agenda que vá aumentar a produtividade da economia brasileira”, disse Meirelles a banqueiros.

Segundo o ministro, na medida em que os gastos do governo comecem a cair, atingindo padrões sustentáveis, a produtividade nacional vai aumentar. “Isso vai permitir que população invista, consuma e cresça. Portanto estamos caminhando para maior equilíbrio da economia, só que isso tem que ser complementado por uma série de medidas. O foco principal será o aumento da produtividade em todas as áreas visando tornar os processos das empresas mais ágeis, fáceis e seguros.”

Meirelles calcula que a economia do país deva começar a crescer no primeiro semestre de 2017 e que, apesar das estimativas serem baixas, é preciso levar em conta a queda do Produto Interno Bruto (PIB) registrada em 2016. “A partir daí a comparação é contaminada por um ponto de partida muito baixo. Se medirmos o PIB do quarto trimestre de 2017 sobre o quarto trimestre de 2016 nossa previsão é de crescimento de 2,8%.”

O titular da Fazenda voltou a defender a necessidade de corte nos gastos públicos e reequilíbrio fiscal para que a sustentabilidade econômica volte a padrões normais e passe a atrair investidores e a gerar confiança no país. “Nos últimos dez anos, a despesa pública subiu para quase 20% do PIB, portanto tivemos que verificar a questão estrutural, coisa que não se muda de uma hora para a outra.”

Expansão do crédito

Meirelles destacou que o crédito não será estimulado como ocorreu nos últimos anos e que o governo não repetirá nenhuma medida que não tenha dado certo anteriormente, como subsídios e o que ele chamou de “estímulos artificiais que aumentam o déficit”.

“Uma das causas que estão fazendo a retomada demorar são justamente esses incentivos que foram dados para setores industriais para aumentarem muito sua capacidade, acima do que seria uma previsão realista”, criticou.

Lava Jato

O ministro disse não acreditar que os vazamentos das delações premiadas da Operação Lava Jato, que citam diversos nomes do governo, possam atrapalhar o desempenho do pacote de medidas econômicas a ser anunciado em breve. “Do nosso ponto de vista, a agenda econômica segue normalmente. O mais importante é exatamente a aprovação da PEC que estabelece o teto para o crescimento das despesas públicas. A agenda econômica segue independentemente de dificuldades políticas”, analisou.

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