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Cotidiano
em menos de 5 horas

Governo diz que derrotou tentativa de golpe e prendeu líderes na Turquia

O golpe teria sido liderado pelo oficial Muharrem Kose, removido do Estado-Maior em março deste ano, mas Erdogan acusou o movimento Gülen, liderado pelo clérigo exilado nos Estados Unidos Fethullah Gülen, de estar por trás da revolta 15/07/2016 às 21:35
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O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou que a tentativa de golpe de Estado no país foi repelida pelas forças governistas, segundo a Agência Ansa Brasil.

A declaração foi dada logo após sua aterrissagem no aeroporto de Ataturk, na cidade de Istambul, onde chegou depois de ter ficado voando em um avião durante toda a revolta. "Organizaram um atentado à unidade, à solidariedade e à soberania nacionais. Aqueles que planejaram isso pagarão duramente", declarou o mandatário, recebido por uma multidão em Istambul.

O ministro do Interior, Efkan Ala, afirmou que os líderes do movimento golpista, que durou menos de cinco horas, foram presos e que a situação está "largamente sob controle", informou a agência.

O golpe teria sido liderado pelo oficial Muharrem Kose, removido do Estado-Maior em março deste ano, mas Erdogan acusou o movimento Gülen, liderado pelo clérigo exilado nos Estados Unidos Fethullah Gülen, de estar por trás da revolta.

Segundos as agências de notícias, Gülen, que nega qualquer envolvimento, lidera uma ampla organização que se diz laica, mas prega uma vertente moderada do Islamismo. Considerado um dos muçulmanos mais influentes no mundo, o clérigo era aliado do presidente, mas rompeu com ele em 2013 após o governo ter fechado instituições de ensino gülenistas.

A tentativa

O Estado-Maior do Exército da Turquia anunciou nesta sexta-feira (15) que tomou o controle do país em um golpe contra o primeiro-ministro Binali Yildirim e o presidente Recep Tayyip Erdogan.

"Para recuperar nossos direitos humanos, constitucionais e democráticos, estamos oficialmente assumindo o controle do país", diz uma declaração da ala das Forças Armadas responsável pela revolta.

Por volta das 22h, tiros foram ouvidos em Ancara, capital do país, onde caças faziam voos rasantes e helicópteros militares tomavam os céus. Em seguida, foram fechadas as duas pontes sobre o estreito de Bósforo, em Istambul, no sentido Ásia-Europa - no caminho inverso, o tráfego seguiu fluindo.

Logo depois foi bloqueado o acesso às redes sociais e militares invadiram a sede da TV estatal. Além disso, tanques se dirigiram ao Aeroporto Internacional de Ataturk, em Istambul, o mais movimentado do país.

"Os autores [do golpe] pagarão o preço mais alto", garantiu Binali Yildirim, que ainda prometeu usar "força contra a força". Nos últimos meses, o presidente Erdogan vinha sendo acusado de promover um governo autoritário no país, atingindo até alguns de seus antigos aliados.

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